A conta de luz vai ficar mais cara em Minas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste médio de 8,73% para os consumidores da Cemig nesta terça-feira (21). Para o consumidor residencial, a alta será de 6,93%. Para consumidores de baixa tensão, como os pequenos comércios, o aumento é de 7,89%. Já para os consumidores de alta tensão, como as indústrias, a alta é de 10,71%. As novas tarifas passam a valer a partir da próxima terça-feira (28). 

A justificativa para o reajuste, ainda conforme a Aneel, é o impacto causado pelo aumento dos custos na aquisição de energia, como por exemplo, da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que é precificada em dólar.

De acordo com a Cemig, o que mais pesou no reajuste foi a escassez de chuvas no ano passado, quando as usinas termelétricas, que são mais caras para produzir energia, foram acionadas constantemente em quase todo o segundo semestre. 

Segundo o gerente de Tarifas da Cemig, Giordano Bruno Braz de Pinho Matos, a Cemig teve uma despesa adicional de R$ 1,5 bilhão para comprar energia até fevereiro deste ano e garantir o fornecimento aos clientes mineiros. "Apesar do alto custo de produção de energia, as usinas termelétricas são essenciais para garantir o fornecimento dos consumidores em períodos de escassez de chuva, que têm predominado no Brasil nos últimos anos", disse.

O gerente explica que o consumidor deve perceber o reajuste total a partir da fatura de junho, que possui vencimento em julho. "As datas de leitura das contas de energia são distribuídas ao longo do mês. Assim, em junho, os consumidores pagarão uma parte do consumo ocorrido antes de 28 de maio, ainda conforme a tarifa antiga, e a outra parcela do consumo já com o reajuste da tarifa", conclui.

A Cemig conta com cerca de 8,4 milhões consumidores distribuídos em 774 municípios mineiros. 

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