O corte de R$ 6 bilhões no Orçamento de Minas Gerais em 2015, anunciado pelo secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, irá afetar parcerias do governo com a Prefeitura de Belo Horizonte. Obras prometidas há quase dois anos pelo Estado, que estão paralisadas, e outras que ainda nem começaram, correm o risco de não sair do papel nos próximos anos.

Seis projetos foram destacados na última quarta-feira (25) pelo prefeito Márcio Lacerda como mais preocupantes, com investimentos estaduais que chegariam a R$ 170 milhões. “Em andamento, o projeto que mais nos preocupa é o espaço multiuso no Parque Municipal, uma obra já bem adiantada. Queremos ver se a nova gestão assume”, disse. Uma reunião com o governador Fernando Pimentel foi pedida por Márcio Lacerda para discutir a parceria entre o Estado e a prefeitura. Segundo o prefeito, a solicitação foi feita na semana anterior ao Carnaval, porém, a data do encontro ainda não foi marcada.

O espaço multiuso tinha entrega prevista para setembro de 2014. É um prédio de 3,2 mil metros quadrados com capacidade para até 3 mil pessoas. O projeto de R$ 13,5 milhões inclui palcos para shows, auditório, salas para cursos, biblioteca, lanchonete e terraço. Após breve interrupção no fim do ano passado, segundo Lacerda, a obra voltou a ser realizada este ano, no entanto, ainda aguarda recurso estadual.

A ponte sobre o Córrego do Onça, no bairro Ribeiro de Abreu, que teria repasse de R$ 35 milhões, era promessa para setembro deste ano, mas agora não tem data para conclusão. A construção de dois viadutos no cruzamento das avenidas Cristiano Machado e Waldomiro Lobo, e a interseção da Via 710 com a avenida Cristiano Machado, na região Norte, também foram obras citadas por Lacerda como canceladas no ano passado. Os projetos somam mais de R$ 40 milhões em recursos do governo.

“Outro ponto é o fechamento do Boulevard Arrudas do Parque Municipal à avenida do Contorno, que já tinha projeto executivo. O Estado chegou a licitar, mas parou. São vários projetos em BH suspensos. Entre eles, repasses para construção de centros de saúde”, afirmou o prefeito. Por meio de nota, o governo informou que só irá se pronunciar após conclusão do levantamento sobre a situação administrativa e financeira do Estado.

No último sábado, o Hoje em Dia publicou reportagem mostrando que a capital foi contemplada com R$ 7,48 bilhões pela União para obras do PAC 2, mas recebeu apenas R$ 1,5 bilhão até o momento.

 

Cortes no orçamento do estado vão atrasar obras em BH