A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho, instalada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na semana passada, aprovou ontem requerimentos para convocar autoridades da Polícia Civil, do Ministério Público, do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública e da Polícia Federal a prestarem depoimentos na Casa. Essa é a primeira ação do grupo, que vai apurar as causas do rompimento do reservatório da Vale. A tragédia deixou 209 pessoas mortas e 97 desaparecidas. 

Ontem, o deputado Gustavo Valadares (PSDB) foi oficializado como presidente e o deputado Sargento Rodrigues (PTB) acabou indicado para a vice-presidência da comissão. Na semana passada, após a aprovação da CPI em plenário, o nome ventilado para ocupar a vice-presidência foi o do deputado Inácio Franco (PV), braço direito do presidente da Casa, Agostinho Patrus (PV), que mantém boa relação com o governo de Romeu Zema (Novo).

O petebista foi o primeiro signatário do pedido de instauração da CPI e comemorou a própria escolha ao cargo, ao ser indicado, ontem, assim como os demais membros, por uma votação dos líderes de cada bancada. 

“Os trabalhos agora estão equilibrados, divididos entre deputados de vários partidos, tanto da base do governo como da oposição e os independentes. Vamos trazer respostas para a sociedade”, disse sargento Rodrigues.

O deputado petebista foi quem sugeriu que a primeira ação da CPI fosse convocar membros da Polícia Civil, Ministério Público e Polícia[Federal para prestarem uma espécie de balanço das investigações até o momento. 

A expectativa é a de que as respectivas autoridades sejam ouvidas no dia 28, em sessão ordinária realizada a partir de 9h30.

Estarão presentes também o deputado André Quintão (PT), indicado relator da CPI, e os deputados Cássio Soares (PSD), Beatriz Cerqueira (PT) e Noraldino Júnior (PSC), membros titulares da Comissão.

O prazo para a conclusão da CPI é de 180 dias, com possibilidade de prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. Nesse ritmo, a Comissão deverá apresentar resultado apenas em novembro, segundo a Assembleia Legislativa.