A  Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Belo Horizonte, que apura irregularidades em contratos e serviços da BHTrans, foi prorrogada por mais 30 dias, nesta quarta-feira (15). Os vereadores também convocaram mais três oitivas e visitas técnicas.

Documentos que não foram apresentados e possíveis obstruções no processo motivaram a prorrogação dos trabalhos, que começaram há três meses.

Serão convocados como testemunhas ex-procuradores do município e um empresário que prestou serviços de consultoria na área do transporte. Os depoimentos estão marcados para 28 de setembro.

Membros da CPI também farão visitas técnicas ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) e Transfácil, consórcio responsável pela bilhetagem eletrônica do transporte coletivo.

Nas vistorias, os parlamentares querem apurar os impedimentos para o envio de informações já requisitadas pela comissão.

CPI

A CPI da BHTrans está em andamento na Câmara de BH desde maio. Os vereadores investigam fraudes em contratos das empresas de ônibus desde 2008 e na auditoria realizada em 2018. Os trabalhos são pautados em investigações do Ministério Público de Contas.

Na última segunda-feira (13), um projeto de lei que extingue a BHTrans foi aprovado em 1º turno. Com 37 votos a favor e três contra, o texto prevê a criação da Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte (Sumob), que vai substituir a empresa. 

Pela proposta, a Sumob terá autonomia orçamentária, financeira, técnica, funcional, administrativa e poder de polícia, ou seja, vai poder emitir multas de trânsito.