Mesmo com o caótico cenário atual, Minas Gerais abriu 2021 com saldo positivo de empregos. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, foram gerados em janeiro 25.617 postos de trabalho formais – foram contratados 157.060 trabalhadores e outros 131.429 foram demitidos. 

Os números foram bem melhores que os apresentados em dezembro, quando Minas teve 5.337 vagas fechadas, e também superaram o resultado de janeiro de 2020, antes do início da pandemia – que registrou 4.967 postos de trabalho abertos a mais que fechados no Estado. Além disso, o quantitativo representou praticamente 10% do saldo nacional (260.353 empregos formais, em janeiro).

Marcelo de Souza e Silva

Presidente da CDL-BH, Marcelo Souza e Silva disse que o otimismo deteriorou-se com o passar dos meses

Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo Souza e Silva, os números do Caged refletiram, de fato, o otimismo do empresariado entre o fim de 2020 e o início deste ano, com a possibilidade da vacinação em massa da população e a consequente mitigação da pandemia e de seus efeitos sobre as atividades econômicas. Esse sentimento, porém, deteriorou-se com o passar dos meses.

“Infelizmente, o que vimos foi a inércia do poder público para resolver o problema da pandemia. Com isso, o que era um otimismo no início do ano, acabou virando este pessimismo de agora. Mesmo assim, acredito que o ano como um todo não está perdido e que no segundo semestre teremos uma condição melhor que a atual”, sustenta o presidente.

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