Minas encerrou 2017 com saldo de 260 lojas a menos, aponta pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), divulgada ontem, sobre abertura e fechamento de estabelecimentos no país. Apesar de negativo, o número representa uma melhora em relação ao quadro caótico registrado em 2015 e 2016, quando, respectivamente, 12.930 e 10.279 lojas foram fechadas no Estado.

No entanto, os mais de 23 mil estabelecimentos que baixaram as portas nos últimos três anos não serão compensados pelas 2 mil lojas que a equipe econômica da CNC projeta para serem inauguradas em Minas neste ano. Ainda assim, o cenário é de otimismo.

“Acreditamos que, em 2018, o varejo no Brasil vai pelo menos conseguir compensar o fechamento das lojas no ano passado. A inflação continua baixa e a taxa de juros, em queda. Esse processo de melhoria teve início no ano passado, mas para que o comércio consiga aumentar o número de estabelecimentos é preciso vários meses seguidos de crescimento das vendas”, aponta o economista-chefe da CNC, Fábio Bentes. Por outro lado, a persistência dos índices de desemprego acabam dificultando o cenário, reconhece ele.

No caso específico de Minas, a avaliação é a de que a reversão do quadro se deva em boa parte ao desempenho do setor de vestuário. “O varejo mineiro teve destaque positivo no país e no Sudeste, em 2017, e deve ter bom desempenho em 2018. É um estado em que o setor de vestuário tem um peso grande. Há muitas confecções, por exemplo. Junto com material de construção e móveis e eletrodomésticos, o setor também tem tido bom desempenho no país”, explica Bentes.

Brasil

No Brasil, no total, 19,3 mil lojas encerraram as atividades em 2017 – número 82% menor do que o registrado em 2016, cujo saldo negativo chegou a 105,3 mil lojas. No total, a CNC aponta que 226,5 mil lojas foram fechadas no país durante os últimos anos de crise. A projeção é de abertura de 20,7 mil estabelecimentos em 2018.

No ano passado, a pior situação foi a do Rio, que passa por grave crise política e econômica. Lá foram fechados 6.314 estabelecimentos. O número surpreende, já que a maior economia do país, São Paulo, fechou 4.600 lojas. Na outra ponta, a melhor situação foi em Santa Catarina, com 207 lojas abertas. Foi o único estado com saldo positivo.