Sebastião Quintão (PMDB), candidato à Prefeitura de Ipatinga, e Dr. Marcus Vinícius (PSDB), que concorre em Coronel Fabriciano, protocolaram, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o mesmo programa de governo.

Além da formatação igual, o conteúdo é praticamente o mesmo, mudando apenas algumas palavras ou propostas específicas. Em um trecho do programa de Ipatinga, por exemplo, o município é chamado de “Coronel Fabriciano”, o que mostra que a equipe de Quintão 'copiou' o texto do político da cidade vizinha.

A assessoria de imprensa de Quintão, que também falou em nome de Dr. Marcus Vinícius, destaca que, apesar das partes gerais serem as mesmas, as propostas específicas se diferem.

“PMDB e PSDB estão coligados nas duas cidades (Coronel Fabriciano e Ipatinga) e os planos foram elaborados por equipes em comum, a partir de um estudo sobre territorialidade nos moldes da lei 11.107/2005, percebendo deficiências em políticas públicas comuns às duas cidades”, justifica.

Investimentos

Outro ponto que chama a atenção é a quantidade de propostas. Muitas delas, com elevada necessidade de investimento, batendo de frente com a realidade de caixa das prefeituras. Os programas de governo, aliás, admitem a dificuldade financeira atravessada pelas cidades.

Mesmo assim, uma nova secretaria seria criada em Ipatinga: a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento. O objetivo seria viabilizar a construção de um centro de convenções para atrair eventos. Uma “Rota ecológica” também seria implantada na cidade.

O programa prevê, ainda, a criação de um plano urbano para bairros da periferia, a conclusão de avenidas, construção de um Centro de Abastecimento (Ceasa), implantação de uma rodoviária municipal, ampliação de vias secundárias e reforma todas as praças públicas.

Há, também, a intenção de erguer bibliotecas públicas (quantidade não informada) no município, além de revitalizar a Biblioteca Pública Municipal de Ipatinga.

Obras de mobilidade são previstas. “Dentro do programa infraestrutura e mobilidade urbana, o objetivo será melhorar o sistema viário, redesenhando fluxos alternativos para garantir o desenvolvimento, otimizando o tempo de deslocamento e ampliando investimentos”.

Neste caso, porém, o projeto deixa claro que o município dependerá do Estado e da União.

Conforme a assessoria de imprensa de Quintão, grande parte das propostas necessitará de investimento do governo federal ou estadual. No entanto, ainda segundo assessoria, os partidos que compõem as coligações possuem políticos com trânsito no Congresso para destravar os aportes.

Saúde

Na área da saúde, tanto Quintão quanto Marcus Vinícius pretendem construir uma Unidade de Pronto Atendimento Municipal para procedimentos de urgência e emergência (UPA), com funcionamento 24 horas.

Religião na política

Apesar de o Estado ser laico, ou seja, neutro no campo religioso e não permitindo a interferência religiosa nas decisões político-administrativas, a igreja foi contemplada.

Nas duas cidades, há a intenção de “apoiar e promover fóruns, debates e eventos que fomentem a religiosidade na cidade e na região, respeitando a diversidade de orientação religiosa e a separação igreja-Estado. Aproveitar melhor a atuação social das comunidades religiosas, articulando-a com a estrutura de atendimento social da administração”. Quintão, que comandou Ipatinga entre 2005 e 2009, é pastor evangélico.

Confira a nota na íntegra:

Nota de Esclarecimento

A Coligação União e Amor a Ipatinga, reconhece o erro de digitação no  Plano de Governo apresentado à Justiça Eleitoral, já providenciou a  devida alteração e esclarece que:
1 – PMDB e PSDB estão coligados nas duas cidades (Cel Fabriciano e  Ipatinga) e os planos foram elaborados por equipes em comum, a partir  de um estudo sobre territorialidade nos moldes da lei 11.107/2005,  percebendo deficiências em políticas públicas comuns às duas cidades;
2 – As coligações entenderam a necessidade de se fazer discussões e  promover ações regionalizadas, caracterizadas em seus planos de governo;
3 – As duas coligações não abrem mão de discutir o desenvolvimento  regional, tendo como base os três eixos comuns da administração  pública: Governança Pública, Infraestrutura/Mobilidade Urbana e a  Diversidade Econômica, que irá gerar emprego e renda e atração de  novas fontes de economia;
4 – Lamentamos que um erro de digitação sirva de argumentação para os  adversários criarem um fato aquém dos interesses da população e que em  nada interfere no projeto macro que será desenvolvido pelas duas  cidades, a partir de 1º de janeiro de 2017.
5 – Por fim, estendemos o nosso afeto, carinho e respeito à nossa  querida “Cidade-Mãe” Coronel Fabriciano.