O deputado federal Paulo Abi Ackel foi eleito neste sábado (4) presidente do diretório mineiro do PSDB e vai comandar o partido no Estado nos próximos dois anos, em substituição ao também deputado federal Domingos Sávio. 

Abi Ackel encabeçou chapa única e foi escolhido em convenção da legenda realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).  

Ao assumir a legenda, o novo presidente falou da necessidade de reciclar, de ser mais afirmativo nas decisões e com projetos para o futuro. “Eu defendo um partido independente e daqui pra frente devemos avaliar melhor a nossa posição em relação ao governo do Estado. Nós estamos apoiando porque o momento é de reconstrução, mas não podemos ser considerados como base. A nossa pretensão é voltar a governar Minas”, enfatiza Abi Ackel.

Sobre o apoio ao governo de Romeu Zema, o deputado disse que o PSDB sempre vai votar a favor dos assuntos de interesse de Minas, mas não significa um alinhamento com o partido Novo. “Acho que os deputados estão fazendo papel de importância histórica, mas isso não quer dizer que estejamos inteiramente alinhados ao projeto de governo de Romeu Zema, porque nós temos nosso próprio projeto. É uma ajuda, um auxílio que estamos dando. Nós estamos apoiando porque o momento é de reconstrução”, disse.

O novo presidente do PSDB-MG optou pela cautela sobre as próximas eleições e disse que os integrantes precisam ser consultados para que a decisão sobre Belo Horizonte seja tomada. "Como as eleições ainda estão distantes, teremos tempo suficiente para decidir se teremos ou não candidatos próprios, mas com relação ao Estado teremos um candidato próprio”, explica.

O encontrou contou com a presença de lideranças e filiados, entre eles o deputado e ex-governador Aécio Neves, que também defendeu a unidade e a independência da legenda em Minas. Aécio disse que o partido precisa garantir autonomia de suas bancadas em relação às agendas dos governos federal e estadual. "Defendo uma posição muito clara em favor daquilo que seja importante para Minas Gerais, e não acho que seja papel do PSDB ser porta-voz de um governo que não é o nosso", afirmou o ex-governador.