Em 31 de dezembro, a Holden fechou as portas após 164 anos de atividades. A marca, que desde a década de 1930 pertencia à General Motors, se dedicava ao mercado australiano, mas exportou carros para vários cantos do mundo, inclusive o Brasil. Quando o Chevrolet Omega nacional saiu de linha, ele foi substituído pelo Holden Commodore, que herdou do “Absoluto”. 

Mas uma das criações mais incríveis da marca teve apenas uma unidade, o conceito Efijy. O nome era a representação gráfica da fonética de FJ em inglês. Isso porque esse conceito retrô tinha como inspiração o sedã de 1953 que se chamava apenas FJ.

O antigo modelo ficou em linha por três anos e teve versões perua e picape. O sucessor FE era mais moderno, mas sem o mesmo charme. O Efijy aproveitou os ornamentos da seção frontal do sedã, assim como os para-lamas destacados e a cadência acentuada do porta-malas.

Holden Efijy

Efijy aproveitou os ornamentos da seção frontal do sedã, assim como os para-lamas destacados e a cadência acentuada do porta-malas


Rebeldia
Mas tudo com um toque de radicalismo e elementos embutidos que fazem deste carro um dos hot-rods mais lindos já construídos. Na época, Richard Ferlazzo, chefe de design da Holden, revelou que começou a esboçar o carro em 1989 e que o Efijy era a materialização de sua paixão por hot-rods.

Quando se olha para o Efijy, logo vem a mente clássicos dos anos 1940 e 1950 como Mercury Cougar e Hudson Hornet, mas com um ar moderno. O carro tem linhas musculosas, teto baixo e suspensão arriada, com a traseira quase se arrastando pelo asfalto. As imensas rodas aro 22 “fechadas”, assim com faróis, ponteiras e lanternas embutidas completavam o estilo delinquente do cupê.

Alma de Vette
Para construir o carro, a Holden usou a estrutura do recém-lançado Corvette C6. O motor era um V8 LS2 6.2, o mesmo bloco do Camaro vendido por aqui. No entanto, para o Efijy, a unidade recebeu um imenso compressor, que lhe entregava nada menos de 653 cv e 77,5 mkgf de torque. Afinal, não basta ter um visual intimidador, tem que acelerar como um carro intimidador. Pena que não foi colocado à prova.

Holden Efijy

Interior combinava elementos antigos com modernos. O quadro de instrumentos com o imenso mostrador circular cromado exibia o velocímetro digital

Por dentro, o conceito era uma aula de design e estilo. O interior combinava elementos antigos com modernos. O quadro de instrumentos com o imenso mostrador circular cromado exibia o velocímetro digital. Ele também contava com multimídia retrátil que abria para baixo. A tela de LCD tinha moldura que remete às bordas dos antigos televisores de tubo.
A ideia dos designers era buscar inspiração para futuras geração do Commodore, mas o mercado não deu esse prazo.

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