Pesquisa realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG aponta que apenas 30,4% dos consumidores da capital irão presentear no Dia dos Namorados, percentual inferior ao observado nos últimos quatro anos, quando registrou 36,4% (2018), 37,4% (2017) e 43,4% (2016). O preço médio do presente também encolheu e será o menor desde 2016. 

Dos belo-horizontinos que não vão gastar, 59% afirmaram que estão solteiros e 21,4% disseram que não têm esse costume. O desemprego, que atinge mais de 13 milhões de pessoas no país, foi citado por 6% dos entrevistados. A opção “comemora de outra maneira” ficou com 2,3% das respostas. 

Juntas há um ano e meio, as universitárias Jéssica Rodrigues Pessoa e Mariana Fernandes já fizeram um trato e não irão trocar presentes em 12 de junho. 

“Somos estagiárias e ganhamos pouco ainda. Além disso, a Mariana faz aniversário próximo à data, então fica complicado gastar duas vezes. Vamos usar a criatividade para comemorar de outra forma, com um passeio, por exemplo, sem comprar coisa cara e sem enfrentar fila em restaurante”, diz Jéssica. 

Ainda de acordo com o estudo da Fecomércio MG, entre aqueles que irão às compras no período, para 90,6% o presente não ultrapassará o valor de R$ 200. Na comparação com o ano anterior, 87,8% pretendiam presentear com artigos nessa faixa de preço.

Outro levantamento, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), também aponta a pouca disposição do belo-horizontino para investir no presente da pessoa amada. Conforme a pesquisa, o valor médio dos presentes reduziu 12,34% em 2019, na comparação com o ano passado. O tíquete caiu de R$ 103,27 para R$ 90,53 neste ano, sendo esta a menor quantia desde 2016. 

Estratégias

Alheios à indisposição do consumidor, quase metade dos comerciantes de Minas (48,7%) espera superar as vendas para o Dia dos Namorados neste ano, em relação a 2018. Segundo o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, para os empresários que atuam junto ao público jovem, a data chega a ser considerada a segunda melhor de vendas no primeiro semestre. 

Para melhorar o faturamento no período, 50% investirão em propaganda e 33% pretendem oferecer promoções e liquidações para atrair o consumidor. “O empresário percebe um aquecimento da economia, ainda que gradual. Para 2019, ele pretende investir mais em propaganda, principalmente, no ambiente digital, por meio das redes sociais e aplicativos”, diz Almeida. 

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