A duplicação das rodovias federais BR-381 e BR-262 é prioridade no projeto de intenções de investimento do governo de Minas Gerais e o Espírito Santo, em plano estratégico dos estados apresentado na manhã desta segunda-feira, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Além dos governadores Romeu Zema e Renato Casagrande, participaram os presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, e Léo de Castro, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes). Coube às duas entidades empresariais a formulação do documento que prevê um investimento de R$ 56,5 bilhões em obras que beneficiem os dois estados, nas áreas de infraestrutura, logística, energia e desenvolvimento da região do Vale do Rio Doce.    

A duplicação da rodovia BR-381 Norte (ligando Belo Horizonte a Governador Valadares) e BR-262 Leste (entre João Monlevade e Viana) viria acompanhada da concessão das duas estradas para a iniciativa privada, a um custo de R$ 9,1 bilhões. Não há definição de quanto será investido por cada estado, pelo governo federal ou pela iniciativa privada.

ZEMA CASAGRANDE

Ao lado dos presidentes das federações empresariais de cada estado, os governadores Romeu Zema (MG) e Renato Casagrande (ES) apresentaram plano estratégico conjunto

“Tanto Minas Gerais quanto Espírito Santo quanto o Brasil estão abertos para projetos em parceria com o setor privado. Nos últimos anos ou mesmo décadas pouco se investiu”, afirmou Romeu Zema. “Desde que sou criança, há 40 anos, a BR-381 é considerada a estrada da morte, que até hoje não teve uma solução. Chegou a hora de fazermos esses projetos irem adiante e os dois estados unidos terão muito mais condições de conduzir”, complementou o governador mineiro.

“É a primeira vez que dois estados trabalham profissionalmente em um plano estratégico”, acrescentou Renato Casagrande, governador do ES, que chamou a atenção para necessidade de simplificação tributária entre ambos. “Cada estado tem que resolver sua questão tributária e termos uma compreensão semelhante para que o governo de Minas não atrapalhe o investidor capixaba e nem o governo capixaba atrapalhe o investidor mineiro, compreensão fundamental para termos aumento nos investimentos”.

Os outros projetos são a implantação de novas estruturas ferroviárias e a renovação das concessões já em vigor na malha que liga os dois estados e dutos que permitam o transporte de gás oriundo da extração do pré-sal a Minas Gerais.