O número de lojistas via internet em Minas Gerais cresceu 57% no primeiro semestre de 2018. Os dados são um levantamento da Loja Integrada, maior plataforma de lojas virtuais no Brasil e agraciada, neste ano, como a melhor delas pelo Prêmio Abcomm de Inovação Digital.

Segundo o head da empresa, Alfredo Soares, mais interessante do que a expansão das lojas é o aumento do faturamento delas. De 2016 para 2017, a receita do e-commerce mineiro dobrou, passando de R$ 12 milhões para R$ 23 milhões. Para o especialista, o Estado se destaca pela qualificação das marcas e pelo investimento em marketing digital, o que vem trazendo mudanças no comportamento da clientela, que já foi conhecida como conservadora.

“O consumidor mineiro vem amadurecendo o comportamento digital. Isso é mérito das empresas tecnológicas que nasceram no Estado”

Alfredo soares
Head da loja integrada

“O consumidor mineiro vem amadurecendo o comportamento on-line. Isso é mérito das empresas tecnológicas que nasceram no Estado e criaram estratégias para mostrar ao público as boas oportunidades de compras digitais. Um exemplo disso é a Max Milhas”, justifica Soares.

Tahiana D’Egmont, CMO e sócia da MaxMilhas, concorda com a avaliação Alfredo. “Com certeza existe um amadurecimento. O consumidor está usando mais ferramentas para tomar sua decisão, pesquisando em diferentes sites e passando por múltiplos pontos de contato antes de fechar sua compra”, reitera a empresária.

Cosméticos

Já a terapeuta capilar, Renata Fraga, possui 200 mil seguidores no Instagram e usa a rede social para divulgar sua linha de cosméticos. A ReLine foi planejada para vendas on-line, embora também conte com um espaço físico. O lançamento da plataforma digital aconteceu em abril de 2018, e o comércio virtual já representa mais de 60% das vendas da marca. 

De acordo com Renata, a principal vantagem do e-commerce sobre o atendimento presencial é “ter acesso a consumidores do mundo inteiro”.

No interior, essa benesse é ainda mais desejável. Alex Dias, de Congonhal, no Sul de Minas, é gerente da LA Boutique, cujas vendas físicas representam apenas 15% do montante faturado. Para ele, isso ocorre por estarem em uma cidade com menos de 12 mil habitantes. “Presencialmente, não tem como vender mais”, diz.

Facilidades para o comprador on-line justificam o crescimento

A designer Kika Tonetti diz que “se pudesse, só compraria on-line”. Entre as vantagens da modalidade, ela cita não ter <TB>que se preocupar com trânsito, com estacionamento, e também não ter que ficar em filas e amargar atendimento lento ou ruim. 

Além disso, a mineira afirma que, pela internet, é mais fácil pesquisar, comparar preços e buscar descontos. Ela relata ainda que costuma optar por ofertas com frete grátis, eliminando esta que poderia ser uma desvantagem do comércio virtual.

“Já constatei que a grande maioria das marcas têm preços diferentes nas lojas física e virtual. Em 90% dos casos, as compras on-line saem bastante mais baratas”, afirma Kika.

Parcelamento

Conforme a consumidora, via e-commerce, há ainda mais opções de parcelamento e facilidades no pagamento. “Divido tudo em muitas vezes no cartão, o que não é possível presencialmente”, ressalta.

A marca belo-horizontina Nature Derme, com nove unidades locais, vem investindo R$ 12 mil mensais na loja digital, por compreender as novas exigências da freguesia. A farmacêutica e profissional responsável pela plataforma e-commerce, Susanne Rocha Mariano, afirma ter percebido, por meio de pesquisas de mercado, que “as necessidades, os desejos e a visão dos clientes mudaram”. Atualmente, negócios pelo WhatsApp representam 15% do faturamento da empresa.

No último mês, a Nature Derme fechou contrato com uma agência de São Paulo que deve reformular toda a plataforma virtual com o objetivo principal de melhorar a experiência dos consumidores. A expectativa é de benefícios até nas vendas físicas.

Conforme o levantamento da Loja Integrada, o cliente de plataformas virtuais costuma gastar, em média, R$ 221 por compra.