A reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) marcada para o fim deste mês não deve resultar em mudanças significativas na produção do óleo, de acordo com avaliação do banco suíço Julius Baer. O banco apontou que a produção dos países que integram a organização aumentou para níveis recordes recentemente, apesar de o grupo ter entrado na fase final de negociações para reduzir a produção e elevar os preços da commodity.

"O denominador comum para as negociações ainda é pequeno e qualquer negócio poderia entrar em 'águas turbulentas' logo após a assinatura do acordo", disse o analista de pesquisas de commodities do banco Carsten Menke. "Continuamos acreditando que um acordo significativo para reduzir a produção de petróleo é muito improvável", acrescentou.

Na semana passada, a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos provocou grande volatilidade no mercado internacional de metais, mas o de petróleo praticamente não sofreu impacto, lembrou Menke. Para o analista, a óbvia relutância da maioria dos membros da Opep em diminuir a produção tem sido um fator de orientação dos preços do óleo muito mais influente. Ele acrescentou, ainda, que sacrificar receitas provenientes da comercialização de petróleo tem sido uma "pílula muito amarga" tomada pela maioria dos Estados que integram a Opep. (Fonte: Dow Jones Newswires).