O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou na noite desta segunda-feira (4), que o desafio do setor privado brasileiro, junto com o governo, é aceitar que as coisas não serão iguais ao passado, "mas deverão ser melhores do que no passado". "Temos de ser facilitadores do futuro e não restauradores do passado", disse a uma plateia de empresários e executivos em evento na capital paulista. "Essa tem de ser a nossa motivação e tenho a confiança de que com isso seremos vitoriosos."

Levy lembrou o ciclo da alta dos preços das commodities, que foi benéfico para o Brasil, mas salientou que agora é preciso "estar preparado para trabalhar num mercado diferente". "Temos de fazer mudanças por conta do cenário mundial", afirmou.

O ministro reforçou por diversas vezes a necessidade de implantação do ajuste fiscal e disse que ele é apenas "a primeira etapa do ajuste econômico". Segundo Levy, "vencida a etapa do ajuste" será possível implementar uma agenda "triplo A (AAA)" para o país.

O ministro citou "como exemplo prático" o papel do Banco Nacional de Desevolvimento Econômico e Solcial (BNDES) e disse que "ele continuará sendo importante, mas não como era antes". Segundo Levy, é preciso mudar as políticas de financiamento - apesar de isso parecer "um desafio desmedido" - para alcançar com sucesso a solidez fiscal exigida pelo atual momento. "Temos como conseguir. Exigirá esforço e imaginação, mas tenho muita confiança", falou.

Levy afirmou que essa nova postura "será uma das pedras fundamentais da agenda Triplo A. "É a agenda para além do ajuste e ela só poderá existir se o ajuste estiver completo", afirmou.