Os alimentos e as passagens aéreas ficaram mais caros em agosto, contribuindo para a pequena aceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), de 0,10% em julho para 0,12% no mês passado. O resultado foi apurado no âmbito do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI).

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o grupo Alimentação passou de uma queda de 0,25% para alta de 0,13% no período, com destaque para hortaliças e legumes, que recuaram em menor ritmo. A taxa passou de -12,95% para -5,51%. Além disso, o leite tipo longa vida ganhou força (1,73% para 3,00%), enquanto o preço do tomate diminuiu menos (-21,66% para -5,88%).

Fora os alimentos, as passagens aéreas ficaram 9,76% mais caras, após deflação de 17,58% em julho, levando o grupo Educação, Leitura e Recreação a acelerar de -0,07% para +0,12%. Também ganhou força a classe de despesa Saúde e Cuidados Pessoais (0,30% para 0,35%), diante dos artigos de higiene e cuidado pessoal custando 0,29% a mais do que um mês antes.

No sentido contrário, também houve alívios no bolso do consumidor. A tarifa de eletricidade residencial deu uma trégua (2,10% para -0,11%), diminuindo a força do grupo Habitação (0,56% para 0,34%). A tarifa postal, após um reajuste em julho, desacelerou de 2,50% para zero em agosto, levando o grupo Despesas Diversas de uma alta de 0,22% para avanço de 0,19%.

No negativo ficaram os grupos Vestuário (-0,09% para -0,50%), diante das roupas 0,74% mais baratas; Comunicação (-0,30% para -0,53%), com uma queda de 1,93% nas tarifas de telefone residencial; e Transportes (0,06% para -0,02%), com recuo de 0,32% na tarifa de ônibus urbano.

Em agosto, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 59,17%, ante 62,13%, no mês anterior, informou há pouco a FGV.

Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,08%, menos do que a taxa de 0,75% observada em julho. Segundo a instituição, o alívio veio tanto do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços (0,34% para 0,16%) quanto do custo da Mão-de-Obra (1,11% para 0,00%).