A disputa de narrativas sobre a greve de hoje continua acentuada no Twitter brasileiro. Até o horário das 9 horas (de Brasília), a #Dia14BrasilTrabalha liderava o debate na rede social, mas perdeu espaço para a #GreveGeral, utilizada por apoiadores das paralisações que estão ocorrendo em todas as regiões do País em desagravo à reforma da Previdência e aos contingenciamentos na educação.

Os parlamentares de oposição comemoram o "clima de domingo" nas ruas das principais cidades do País.

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) postou uma foto da estação rodoviária de Brasília vazia, o que a psolista classificou como "um recado claro de que os trabalhadores não aceitarão cortes de direitos". Ônibus não estão circulando no Distrito Federal.

Já os políticos que formam a base do governo mantém o tom elevado contra os manifestantes e grevistas. O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) afirmou que "a maioria dos manifestantes possuem estereótipo de maconheiros, viciados e baderneiros", além de classificar os grevistas como "ratos".

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), por sua vez, disse que esta é "uma greve de quem luta contra o Brasil, convocada a partir de mentiras sobre a Reforma da Previdência".

Bolsonaro comenta greve

Durante um café da manhã com jornalistas hoje, o presidente Jair Bolsonaro foi perguntado sobre a greve. O presidente disse ver o movimento como algo natural. "[Vejo] com muita naturalidade. Quando resolvi me candidatar, sabia que ia passar por isso", disse. 

Sobre reforma da Previdência, alvo das paralisações de hoje, Bolsonaro voltou a defender a importância das mudanças nas regras da aposentadoria, sem as quais os empresários não terão "segurança para investir".