A volta da rota BH-SP, via Guarulhos, partindo do aeroporto da Pampulha, inaugurada na última quarta-feira (20) pela Azul, despertou o interesse das concorrentes. Gol e TAM, hoje restritas ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, não descartam uma investida no terminal da cidade de Belo Horizonte.

“A TAM está atenta às necessidades dos clientes para iniciar ou ampliar operações. Novas rotas são constantemente avaliadas pela companhia”, informou a empresa, por nota. Mesma linha foi seguida pela Gol. “A Gol está sempre avaliando oportunidades que agreguem benefícios aos clientes e resultados ao negócio”, declarou a empresa da família Constantino.

O entrave para as duas companhias não está mais na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que em 2010 revogou portaria que proibia voos com aeronaves de mais de 75 assentos na Pampulha. Hoje, todo pedido é analisado individualmente pelo órgão. “Cada caso é um caso”, informa a Anac. O que freia o acesso das concorrentes à Pampulha é um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado entre o Governo de Minas e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que permite na Pampulha apenas aeronaves turboélices com capacidade para 75 lugares, equipamento utilizado pela Azul. Os menores aviões de Gol e TAM têm capacidade para 130 passageiros.

“A regra é um impeditivo para as concorrentes e uma pena para o público belo-horizontino. Nos aeroportos centrais do Rio e de São Paulo, por exemplo, as operações com aeronaves maiores são normais. Estamos aproveitando uma oportunidade de mercado”, afirmou o diretor de Comunicação e Marca da Azul, Gianfranco Beting.

Passageiros aprovaram a ideia. O biólogo Bruno Copreski, 26, trabalha em Belo Horizonte, mas mora em Guarulhos. “Vou virar freguês”, disse, antes de embarcar no voo das 17h. As estudantes Karine Costa,21, e Sílvia Magalhães, 31, também aprovaram a nova rota. “Conseguimos um bom preço e ainda ficamos livres do ônibus para Confins”, comemorou a mais nova.