Prova de que o otimismo entre micro e pequenas empresas está subindo, conforme pesquisa sobre confiança dos empreendedores divulgada pelo Sebrae Minas, é a atual projeção de faturamento do setor de alimentação fora do lar do Estado. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), o os estabelecimentos esperam, para este 2º semestre, alcançar em vendas o mesmo patamar do 2º semestre de 2019, anterior à pandemia da Covid-19. 

As estimativas de aumento na entrada de recursos, contudo, não devem se refletir em maior lucro para os donos dos negócios. De acordo com o presidente Abrasel-MG, Matheus Daniel, os impactos da inflação sobre os insumos usados pelos bares e restaurantes deverão impactar sensivelmente os ganhos de cada empresário. 

“Já é uma luz no fim do túnel o faturamento voltar ao patamar pré-pandemia, mas ainda estamos longe de um cenário em que os lucros vão ser notados pelos empresários. Além dos altos custos para manter o empreendimento aberto, ainda temos que pagar todos os empréstimos que foram necessários para manter as empresas ativas durante o longo período de fechamento”, justifica ele, lembrando que, por cerca de sete meses, o segmento ficou sem receber público.

Pagando as contas

A retomada gradual das atividades dos bares e restaurantes já faz com que empresários do setor comecem a sair do vermelho e consigam pagar as contas. Sócio de um bar na avenida Alberto Cintra, no bairro União, região Nordeste da capital, Marlon Saraiva, já comemora que, a partir deste mês, será possível equilibrar as contas. “Atendemos hoje uma média de 150 a 180 [clientes] pessoas por dia, o que nos garante um crescimento de 50% no faturamento em relação a junho, por exemplo. Depois de tantos meses sem atingir marcas assim , vamos conseguir pagar todas as contas e não ficar prejuízo, mas ainda é cedo para falarmos em retomada de verdade”, diz o empresário.

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