Boa parte dos belo-horizontinos ficou mais tempo no escuro do que o permitido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2011. Das 13 áreas de distribuição da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) na cidade, nove apresentaram duração média das interrupções de fornecimento (DEC) superior ao máximo estabelecido. O limite para a frequência com que a energia é interrompida (FEC) foi ultrapassado em três áreas.


Partes do bairro Salgado Filho, localizado na região Oeste e que integra a área de distribuição Bonsucesso, chegaram a ficar quatro dias sem energia em junho do ano passado. Na época, o Supermercado Baixadão, instalado no bairro, estimou prejuízo de R$ 100 mil com perda de mercadorias e interrupção de vendas.


As quedas de luz são comuns na região, afirma o gerente do supermercado, Angelino Aquino. “Mesmo que a energia não chegue a cair, a luz pisca. Sábado, isso aconteceu”, diz. Com as falhas, os caixas têm de ser reiniciados, o que leva tempo. “Mas o problema mesmo é quando a luz cai de vez”, afirma.


Nesses casos, a energia demora a voltar. Aquino estima que a espera pelo religamento chegue a duas horas. Como são cinco caixas, o supermercado deixa de faturar R$ 2,5 mil por hora. As falhas também afetam os equipamentos do supermercado. “É comum os refrigeradores queimarem”, afirma.


Localizada no mesmo bairro, a Padaria Doçura também já amargou prejuízos em decorrência da falta de energia. De acordo com o caixa da empresa, Itamar Silva, devido às quedas de energia, a padaria perdeu produtos como laticínios e sorvetes em 2011. “Isso aconteceu mais de uma vez”, afirma.
Em 2011, os bairros abastecidos na área de distribuição Bonsucesso ficaram 12h56, em média, no escuro. O tempo máximo permitido pela Aneel era de 7 horas.


A frequência com que a luz falhou chegou à média de 8,45 vezes, enquanto o limite permitido era de cinco. Além do Salgado Filho, a área Bonsucesso alimenta os bairros Olhos D’água, Betânia, Nova Suíça, Barreiro, Buritis, entre outros.
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