Há pouco menos de duas semanas para o Black Friday, lojistas de Belo Horizonte já se preparam para atender à grande demanda esperada para a data. No entanto, especialistas alertam para as armadilhas que podem existir, sobretudo no comércio virtual.

A ação que mobiliza o mercado de e-commerce com a oferta de descontos e promoções diferenciadas durante 24 horas acontecerá no próximo dia 27 de novembro. Em 2014, cerca de R$ 800 milhões foram gastos por brasileiros durante a ação e pelo 12 mil reclamações foram registradas pelo site Reclame Aqui.

Para o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), Guilherme Almeida, o consumidor mineiro tem comprado cada vez mais pela internet, seguindo a tendência nacional.

No entanto, ele explica que os problemas também são comuns em datas especiais como o Black Friday. Os prazos de entrega lideram a lista. As vezes as empresas pedem mais de um mês para entregar os produtos. Há, ainda, casos de descumprimento do prazo combinado.
“Outro problema é o acesso aos site das lojas que é interrompido por falta de infraestrutura tecnológica. O mais sério são as maquiagens dos descontos. Hoje, no entanto, o consumidor está cada vez mais informado e pode consultar sites que monitoram preços em tempo real”, explica.

Aposta

A importadora mineira Hudson Imports, dona do e-commerce huddies.com.br, é uma das empresas que está apostando as fichas no Black Friday. Focada em utensílio domésticos importados dos EUA e Europa, a empresa dará descontos de 40% a 75%, em 150 produtos do site.

A diretora Renata Faria explica que as expectativas são grandes. “Temos uma boa central de distribuição e aumentamos nosso pessoal em cerca de 35% com contratações temporários para a data. Como a atuação no e-commerce é muito recente, a expectativa é de um aumento cerca de 200% no faturamento”, explica.