A utilização da capacidade instalada da indústria de máquinas e equipamentos atingiu em janeiro o pior indicador desde o início da série histórica, iniciada em 1980, segundo a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

A taxa de ocupação da capacidade instalada foi de 69,3% para bens fabricados em série (recorde) e 64,62% para bens sob encomenda, onde Minas Gerais atua. A desvalorização do real permitiu ao setor um faturamento, de janeiro a abril deste ano em relação a igual intervalo de 2014, de 4,5%. Sem o “fator câmbio” seria um incremento de 1%, conforme a entidade.

Apesar do resultado positivo das receitas nos quatro primeiros meses do ano, a projeção para o Brasil é de retração de 7% no faturamento em 2015. Em Minas Gerais, dada a concentração dos negócios na mineração e siderurgia e as adversidades enfrentadas por esses setores, a queda deverá se aproximar de 15%. “Minas sofre mais diante do atual cenário pelas características do setor aqui. Não vejo, no curto prazo, muita saída para esses problemas, até porque o governo anunciou um pacote de ajuste que necessita de uma vertente desenvolvimentista. Por enquanto, os ajustes são apenas financeiros”, afirmou Marcelo Veneroso, diretor regional da Abimaq em Minas.