A reedição do “coronavoucher” também é vista como uma esperança para o comércio e a indústria. A previsão é de que o governo federal empregue em torno de R$ 45 bilhões no pagamento do benefício. De portas fechadas ou com atividades bastante reduzidas no Estado – devido às limitações impostas pelo governo mineiro para frear a Covid-19 –, os comerciantes de itens tidos como não essenciais comemoraram o desfecho da novela do novo auxílio. 

Para Marcelo Souza e Silva, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), a bolsa, mesmo em valores bem inferiores aos de 2020, vem em boa hora. “É pouco, vem em gotas, mas salva. Quando entrar esse volume de dinheiro na economia, vai garantir uma movimentação que hoje não existe. E a chegada de tais recursos é o início da saída da tragédia que estamos vivendo”, explica o dirigente.

A visão otimista sobre a chegada do benefício também é partilhada por representantes da indústria mineira. Para a gerente de economia da Fiemg, Daniela Britto, o novo auxílio deve garantir fôlego para a continuidade do crescimento da atividade industrial, em especial de setores ligados à indústria de transformação. De acordo com ela, a produção de alimentos deve ser a maior beneficiada.

“É um recurso que chega para ajudar as pessoas de baixa renda a comer, e isso, com certeza, tem impacto na produção industrial”, destaca a economista.

Leia mais:

Pouco, mas ajuda: embora inferior ao de 2020, novo 'coronavoucher' será crucial contra a miséria