Crédito para respirar: micro e pequenos já tomaram este ano 70% dos empréstimos do Fampe em 2020

André Santos
andre.vieira@hojeemdia.com.br
05/08/2021 às 18:11.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:36
 (Reprodução/ Pixabay)

(Reprodução/ Pixabay)

Um levantamento realizado pelo Sebrae Minas mostra que o montante de dinheiro liberado em operações de crédito, no primeiro semestre de 2021, com recursos do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), no Estado, já chega a 70% de todo o volume tomado no ano passado. 

Os dados apontam que, nos seis primeiros meses, um total de R$ 380 milhões foram captados pelas Micro e Pequenas Empresas (MPEs) com as garantias do fundo. Para analistas e empresários do setor, a corrida ao crédito pelos microempreendedores e pequenos empresários é um sinal do aumento da confiança na retomada econômica.

Em 2020, as operações de crédito garantidas pelo Fampe em Minas – que chegaram a R$ 542 milhões - foram 10% maiores do que o total acumulado entre 2017 e 2019, quando o Fampe liberou R$ 522 milhões. Das 20 mil empresas que buscaram o fundo, 53% são ligadas ao comércio, 33% de serviços e 14% da indústria. Cerca de 40% das empresas que conseguiram crédito com garantias do fundo nesse período são de pequeno porte (EPP), 34% microempresas (ME) e 26% são microempreendedores individuais (MEI).

O Fampe é um fundo no qual o Sebrae atua como possível avalista complementar de financiamentos para pequenos negócios, destinado aos Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME), Empresas de Pequeno Porte (EPP) e pequenas agroindústrias. Para conseguir os recursos, os empresários precisam consultar as três instituições financeiras cadastradas - Caixa, o BDMG e o Sicoob - e passar por análise de crédito que definirá os limites de financiamento liberados e os prazos para pagamento. 

Das 20 mil empresas que buscaram o fundo em 2021, 53% são ligadas ao comércio, 33% a serviços e 14% à indústria; cerca de 40% são de pequeno porte (EPP), 34% são micro e 26%, MEI

Dos 800 empresários ouvidos na pesquisa, 39% buscaram as linhas de crédito para investimentos – 15% para melhorias, 13% para compra de mercadorias e 11% para adquirir equipamentos. Além disso, o levantamento mostra que 51% pretendem ir às instituições financeiras em busca de novos financiamentos em 2021, sendo que um terço destes vão tentar obter um novo crédito para investir nas empresas. 

Para José Márcio Martins, analista da Unidade de Articulação para o Desenvolvimento Econômico do Sebrae Minas, existe uma tendência de que a busca pelo crédito aumente neste segundo semestre. “Todos querem estar prontos para quando a retomada econômica vier com mais força e, para isso, os aportes são fundamentais, seja para garantir investimento para a expansão dos negócios ou para estar forte e competitivo”, explica Martins.

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