O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) subiu 0,27% no mês de novembro, mostrando desaceleração ante a alta de 0,33% de outubro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta terça-feira, 26. A taxa ficou abaixo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções (de 0,29% a 0,37%). Até novembro, o INCC-M acumula altas de 7,82% no ano e de 8,12% em 12 meses.

O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços puxou o resultado, ao desacelerar de 0,68% para 0,29% entre os dois períodos. O índice relativo a Materiais e Equipamentos subiu 0,38% neste mês, ante 0,82% em outubro, enquanto o referente a Serviços recuou 0,03% em novembro ante alta de 0,17% no mês anterior. O índice referente à Mão de Obra, por sua vez, variou positivamente 0,25% no 11º mês do ano. Em outubro, a taxa havia mostrado estabilidade.

Entre as maiores influências negativas do INCC-M de novembro estão tijolo/telha cerâmica (0,37% para -0,30%), aluguel de máquinas e equipamentos (0,25% para -0,26%), refeição pronta no local de trabalho (0,28% para -0,26%), elevador (0,18% para -0,11%) e pias, cubas e louças sanitárias (0,52% para -0,32%).

Já entre as maiores influências positivas estão cimento portland comum (2,27% para 1,16%), ajudante especializado (estabilidade para 0,26%), servente (estabilidade para 0,31%), esquadrias de alumínio (1,71% para 1,55%) e pedreiro (estabilidade para 0,26%).

Cinco das sete capitais analisadas registraram desaceleração em suas taxas de variação em novembro ante outubro: Salvador (0,28% para 0,09%), Brasília (0,26% para 0,12%), Rio de Janeiro (0,33% para 0,23%), Porto Alegre (0,42% para 0,09%) e São Paulo (0,37% para 0,12%). Em contrapartida, registraram aceleração Belo Horizonte (0,20% para 0,23%) e Recife (0,25% para 2,71%). O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.