Na luta para atrair clientela durante a Semana Brasil deste ano, inclusive amanhã, em pleno feriado com lojas funcionando, comerciantes e prestadores de serviços da capital apelam para as mais diversas estratégias. Englobando centros comerciais, shopping centers e pequenos comércios de rua, a iniciativa faz com que cada lojista aposte em algo diferente para ampliar as vendas. 

Dona de uma papelaria, no bairro Grajaú, Kelli Ayres deposita as fichas na liquidação do estoque de brinquedos. Ela busca a atenção, claro, de pais que queiram antecipar as compras para o Dia das Crianças, celebrado em outubro. “A palavra liquidação atrai os clientes e, como todo mundo está fazendo as contas, com o dinheiro apertado para presentes, apostei na estratégia de fisgar pais e mães por meio de preços chamativos”, explica a comerciante.

 

Frete grátis e desconto

Já os lojistas do Shopping Del Rey, região Noroeste, optam por dar aos clientes uma escolha: ir ao espaço físico ou comprar pela Internet. Para quem quiser a modalidade presencial, os descontos podem chegar a 60%. Segundo a gerente de marketing do centro de compras, Isabela Moreira, contudo, o shopping quer aumentar a participação das vendas pelo Whatsapp. Para isso, vai oferecer descontos extras de 20% e entrega grátis. "Essa é uma forma que encontramos de proporcionar uma experiência segura e prática ao consumidor durante a Semana do Brasil, além incentivar a experimentação desse novo produto digital, a compra pelo WhastApp, que trouxemos para BH”, diz ela. 

“A expectativa é de superarmos resultados do ano passado, pois desta vez temos um cenário mais seguro tanto para compras presenciais como on-line”, acrescenta.


Serviços

A “Black Friday verde e amarela” também servirá de atrativo para empresas de serviços, em busca de novos clientes. É o caso do Instituto Gourmet, que ministra cursos variados de gastronomia. A empresa aproveitou a iniciativa para diminuir os preços da matrícula e oferecer descontos de até 40% nos valores totais dos cursos.  De acordo com Lucilaine Lima, uma das CEOs do instituto, a expectativa da rede é de dobrar o número de matrículas nesse período, nos sete cursos voltados para a área da confeitaria, artesanal e industrial. 

 

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