Para o varejo, o Dia das Mães foi magrinho. Mas para o setor de alimentação fora do lar, neste domingo foi uma data para engordar os lucros e encher as mesas e o caixa. Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel MG), Lucas Pêgo, a expectativa é de um aumento de 100% no movimento e de até 30% sobre o faturamento, na comparação com um domingo normal.

“Apesar da crise financeira que vem atingindo a economia brasileira e o segmento de bares e restaurantes, o Dia das Mães é a melhor data para o setor. O perfil de cliente são famílias completas, grupos com muitas pessoas. O sinônimo disso é casa cheia”, diz. Para o diretor da Abrasel-MG, como os filhos não tiveram como gastar grandes quantias com os presentes, muitos não abriram mão de tirar a mãe da cozinha no dia dedicado a ela.

Para atrair a estrela especial e familiares, Pêgo conta que restaurantes investiram em novos cardápios e brindes. Flores, taças de champanhe, sobremesa grátis, bombons e música ao vivo foram alguns dos mimos oferecidos por casas em Belo Horizonte. Ele diz que no decorrer desta semana o setor fará um balanço das vendas no Dia das Mães.


Comércio

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) prevê um crescimento nas vendas de apenas 0,21% nesta Dia das Mães, em relação ao mesmo período do ano passado. Será o pior resultado em 10 anos. A estimativa é a saída de cena de presentes mais caros, como eletrodomésticos e eletrônicos, e ganho de roupas, calçados e cosméticos na preferência do consumidor.

“Com a pressão da inflação e juros mais altos, o que corrói a renda do trabalhador e gera insegurança para gastar, neste ano deve aumentar a procura por produtos de menor valor”, avalia o presidente da CDL/BH, Bruno Falci.

Não que falte apelo emocional para o filho colocar a mão no bolso. Para Falci, a diminuição do tíquete médio é uma necessidade em tempos de escalada nas tarifas públicas e aumento do desemprego. Tanto é que a entidade deve fazer, no próximo mês, ajuste para baixo na previsão de 1% de crescimento do varejo para o ano de 2015. “Vamos esperar o final de maio para rever os cálculos”, diz.