Depois do anúncio da privatização da Eletrobras e da intenção de conceder à iniciativa privada outros 57 empreendimentos federais, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, negou que o governo esteja promovendo uma "liquidação geral" de seus ativos. Dyogo ainda rechaçou a afirmação de que essas ações visam principalmente a reforçar o caixa da União em meio às dificuldades para cumprir as metas fiscais de 2017 e 2018.

"Alguns leilões sequer geram receitas relevantes", disse o ministro. Ele citou como exemplos a venda da Casa da Moeda, que deve render poucos recursos, e a concessão de 11 linhas de transmissão de energia, cujo modelo de cessão prevê a oferta pela menor tarifa em vez de um bônus a ser pago ao governo federal.

O ministro também defendeu a capacidade do governo de colocar todas essas operações em prática dentro do cronograma estipulado. Segundo ele, o governo já possui expertise na concessão de aeroportos, com modelos de editais e contratos, o que deve garantir celeridade do processo de repasse à iniciativa privada de mais 14 terminais aeroportuários, entre eles Congonhas. "Já fizemos leilões de aeroportos e sabemos fazer isso com tranquilidade", disse.

Oliveira ainda justificou a demora na venda da Lotex, loteria instantânea conhecida como "raspadinha". A alteração no modelo da operação, segundo ele, contribuiu para isso. A ideia inicial era a de que a Caixa, atual operadora da Lotex, criasse uma empresa para administrar a raspadinha, que seria então privatizada. Mas agora o governo optou pela concessão direta da exploração do serviço.

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