Divulgada na segunda-feira (13), pesquisa sobre impactos econômicos da Covid-19, realizada entre 27 de março e 1º de abril pelo Sebrae Minas (com 534 micro e pequenos empreendedores do Estado), apontou que 18% demitiram colaboradores após a chegada da pandemia. Se transposto para o universo de 735 mil micro e pequenas organizações existentes em Minas, isso indica que mais de 132 mil, cuja média de empregados é de 3,8, efetuou dispensas até o início deste mês. 

Para Leonardo Medina, analista de articulação para o desenvolvimento econômico do Sebrae Minas, o número é significativo, mas reflete uma situação anterior à atual, em que os empreendedores já contam com alternativas para tentar manter os negócios durante a crise.

“Percebemos que, em um primeiro momento, com a chegada da pandemia e dos seus efeitos devastadores, alguns empreendedores tomaram atitudes que estavam à mão: optaram pela redução de custos, o que é o caso da folha de pagamento”, disse Medina. 

“Mas, agora, o que a gente vem recomendando é que as pessoas ajam com muito mais cuidado, aproveitando linhas de crédito e programas surgidos para preservar empregos e proteger negócios. Demitir não é barato e uma certeza que a gente tem, embora não consigamos precisar quando, é que esta situação vai passar. O empreendedor precisa estar preparado para retomar o ritmo e isso só ocorrerá se ele mantiver na empresa pessoas que conheçam seus fornecedores, seus clientes”, acrescentou.

Sobrevivência

A pesquisa mostrou ainda que três meses é o tempo médio que a maioria (57%) dos empreendedores mineiros acredita que conseguirá manter os negócios funcionando em meio à crise do novo coronavírus. Além disso, para enfrentar os desafios, praticamente a metade deles (48%) está buscando alguma orientação gerencial, principalmente nas áreas de finanças, marketing digital, estratégia e gestão.