Além dos preços mais salgados de ventiladores e aparelhos de ar por causa dos insumos, o encarecimento das tarifas de energia no país e em Minas, em razão da crise hídrica, pode desfavorecer a compra de tais equipamentos.

Desde o início do mês, em virtude da pior estiagem em 91 anos, vigora no Brasil a chamada “Bandeira de escassez hídrica”, que faz o consumidor desembolsar R$ 14,20 extras a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos – até julho, o custo era de R$ 9,49, na bandeira vermelha 2.

E tem mais: independentemente da bandeira, segundo a Cemig, um único ventilador ligado oito horas por dia consome 42 kWh mensais, o que de deixa a conta de luz R$ 25,95 mais cara no fim do mês. Se o escolhido para refrescar o calorão for o ar-condicionado, com o mesmo tempo funcionando, o consumo subirá para 250 kWh/mês, gerando conta de R$ 154,51. “É um luxo que tem que ser muito bem colocado no papel para não virar uma dor de cabeça”, explica o consultor financeiro Paulo Vieira.

Freio

De fato, o alto custo da energia é visto como freio no incremento das vendas desses aparelhos em 2021. Segundo Carlos Braga, diretor regional da Abrava-MG, ainda contribui o para isso o uso inadequado do ar-condicionado pelos brasileiros. “Infelizmente, a maioria das pessoas que compram o ar não fazem uma avaliação correta do ambiente e ligam o aparelho de forma inadequada. Quando a conta de luz chega, acabam abandonando o equipamento”, explica Carlos Braga. 

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