Em 2019, o rendimento médio mensal do 1% mais rico da população mineira, que recebia R$ 24.274, em média, correspondia a 29,1 vezes o rendimento médio da metade da população estadual com os menores rendimentos. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) - Rendimento de Todas as Fontes 2019, divulgada nesta quarta (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Brasil, observou-se uma distribuição de renda ainda pior que a estadual. O  rendimento médio mensal real do 1% da população com os maiores rendimentos (R$ 28.659), no país, foi 33,7 vezes o rendimento médio mensal real dos 50% da população com os menores rendimentos.

Já a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita em Minas, que era de R$ 24,8 bilhões em 2012, alcançou R$ 28,2 bilhões em 2019, correspondendo a 9,6% do total nacional (R$ 294,4 bilhões). São Paulo apresenta a maior massa de rendimento mensal domiciliar do Brasil, com um montante no valor de R$ 86,7 bilhões, o que representa 29,5% do total nacional, seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 31,2 bilhões) e por Minas Gerais. 

Assim, a região Sudeste respondia, em 2019, por mais da metade (51,6%) da massa de rendimento mensal domiciliar nacional. A parcela dos 10% com os menores rendimentos da população mineira detinha 1,3% da massa, frente a 39,0% dos 10% com os maiores rendimentos. Além disso, cabe observar que este último grupo possuía uma parcela da massa de rendimento superior à dos 70% da população com os menores rendimentos, que detinham 35,1%. No país, a parcela dos 10% com os menores rendimentos da população detinha 0,8% da massa, enquanto os 10% com os maiores rendimentos detinham 42,9%.

Mercado de trabalho

Também no ano passado, do total de 21,2 milhões de pessoas residentes em Minas Gerais, 13,8 milhões possuíam algum tipo de rendimento, o que correspondia a 65,3% da população estadual, percentual acima do observado no país (62,6% da população). No mercado de trabalho, eram 10 milhões de pessoas ocupadas com 14 anos ou mais, tendo registrado um crescimento de 3,0% em relação a 2018 e de 7,3% frente a 2012, primeiro ano da série histórica da pesquisa. 

Ainda no Estado, segundo o IBGE, os homens representavam 56,4% da parcela da população ocupada em 2019 e as mulheres, 43,6%, valores próximos aos apresentados pelo país (56,8% e 43,2%, respectivamente). Entre os homens, o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos em Minas registrou uma média de R$ 2.308, em 2019, enquanto entre as mulheres a média foi de R$ 1.599, o que representava 69,3% do rendimento médio masculino. 

Em 2018, o rendimento das mulheres em Minas Gerais correspondia a 75,6% do rendimento dos homens. No país, o rendimento médio dos homens, em 2019, foi de R$ 2.555, enquanto entre as mulheres, R$ 1.985 (77,6% do rendimento dos homens).

Cor ou raça

A população declarada branca em Minas Gerais representava 39,4% dos ocupados em 2019, a população preta, 12,2%, e a população parda, 48,2%. O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas brancas (R$ 2.555) era maior que os rendimentos observados para as pessoas pretas (R$ 1.598) e pardas (R$ 1.638). Com esses resultados, as pessoas brancas apresentaram rendimentos 27,8% superiores à média estadual (R$ 1.999), enquanto as pretas e pardas receberam rendimentos, respectivamente, 20,1% e 18,1% inferiores à média.

Nível de instrução

Em relação à escolaridade, em 2019, as pessoas com no mínimo ensino médio completo representavam 56,2% dos ocupados no Estado, e 60,8% no país, percentuais superiores aos observados em 2012, de 45,7% em Minas Gerais e 50,6% no Brasil.

O nível de instrução foi um indicador importante na determinação do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, apresentando uma relação positiva, ou seja, quanto maior o nível de instrução alcançado, maior o rendimento. 

*Com Agência Brasil e IBGE-MG