Com as dificuldades apresentadas pela pandemia, muitos profissionais que atuavam em áreas retraídas buscaram alternativas para manter as contas em dia. Atuando na montagem de estruturas para eventos há quase 10 anos, Reginaldo Santana viu o movimento despencar em um ano. 

Antes da pandemia, ele era contratado mensalmente para 30 eventos. Desde março de 2020, foram apenas oito. “Eu empregava cerca de 30 pessoas, diretas e indiretas, mensalmente. Tive que vender carros, caminhões e hoje conto com recursos do Pronampe para manter o negócio”, lamenta.

Reinventar-se

Com as festas cada vez mais escassas e os eventos praticamente todos feitos on-line, a decoradora e florista Luciana Salim viu a clientela de mais de 30 anos de festas de casamento e eventos desaparecer com a pandemia. Os eventos que chegavam a 40 em alguns meses antes da crise não passaram de cinco, após a chegada do vírus. 

Para manter a renda, ela passou a intensificar a venda de caixas de presentes e itens para “happy hours” – como vinhos, queijos e cervejas artesanais –, que antes da pandemia eram oferecidas como “dengos” aos contratantes dos serviços de decoração. Vendendo cerca de 20 caixas mensalmente, a empresária pretende manter o negócio após o fim da pandemia. “Amo fazer festas, amo decorar, mas não paro com as caixas jamais. Elas tem sido um pilar importante da minha atividade e já alcancei um público que não posso mais perder”, enfatiza Luciana.

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