Com aplicações possíveis em diversos segmentos, embora com potencial de expansão ligado aos ganhos de escala e à consequente redução de custos das tecnologias empregadas, a Indústria 4.0 está presente também na indústria alimentícia de Minas.

Um caso emblemático dos benefícios da automa-ção e de outros processos inovadores nas linhas de produção do segmento é o da Laticínios Porto Alegre. 

Recentemente, a empresa inaugurou duas plantas tipicamente 4.0 no complexo industrial que mantém em Antônio Carlos, na Zona da Mata. O valor aplicado, de R$ 150 milhões, deve ser compensado em breve com os ganhos esperados na produtividade e na qualidade de itens, como a linha de iogurtes e o queijo cottage da marca Porto Alegre.

"Sabemos que o retorno do que foi investido não é tão rápido, algo que ainda é bem característico desse tipo de inovação, com uso de equipamentos e processos automatizados”, diz o gerente de projetos e processos da empresa, Arysson de Souza Pires.

"Mas o que a gente consegue ganhar em escala, por exemplo, em aumento da repetibilidade (produtos parecidos uns com os outros na mesma linha de produção, como no caso queijo cottage) e em mercadorias melhores e de maior qualidade, vai acabar propiciando o payback (retorno do capital) previsto”, acrescenta.

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