A elevação de preços no mercado Pet, fruto, entre outros fatores, do crescimento da procura por produtos e serviços, sobretudo desde a chegada da pandemia – embora o setor experimente melhoras seguidas de performance nos últimos 15 anos –, também se explica pelo encarecimento geral das commodities, sobretudo alimentos, como arroz e carne, e de medicamentos, sejam para humanos ou animais, durante a crise sanitária.

“O que acontece é que algumas mercadorias tiveram reajustes em razão da alta e da falta de insumos e de embalagens, por exemplo, geradas pela pandemia”, diz a veterinária Daniela Bochi, gerente de marketing da Cobasi, maior rede varejista de segmento no país, com 115 lojas (quatro delas em Minas, sendo três em BH, a última inaugurada no dia 6 deste mês, na região Centro-Sul).

“Isso afetou todos os mercados e não foi diferente com o nosso”, acrescenta. Daniela garante, contudo, que, ao menos no caso da rede que ela representa – com 26 anos de existência e hoje a maior do Brasil –, as remarcações de preços “não foram nada gritantes” – embora alguns produtos, como uma determinada marca de comida para cães e gatos, tenham subido acima de 20% nos últimos 12 meses.

No caso da pet shop  Cão Mania, a gerente da loja na região Noroeste da capital, Claudiane Andrade, confirma que alguns itens tiveram reajustes bastante elevados, mas que isso foi obra “dos fabricantes”. 

Claudiane sustenta ainda que, em algumas situações, oferece alternativas mais em conta aos fregueses. “Como alguns produtores aumentaram muito de preço e outros mantiveram equilíbrio, tento mostrar essas diferenças aos clientes. Mas é comum que alguns, mesmo no caso de uma linha de ração que subiu 30% por exemplo, o que é bastante, continue comprando porque é a preferida pelo pet”, diz.

Leia também:

Inflação no mundo pet: pesquisa em BH mostra alta de preços bem acima do IPCA, nos últimos 12 meses