O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro começou 2015 em alta. Conforme dados divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Banco Central, essa relação passou de 46,21% em dezembro para 46,35% no primeiro mês do ano, a taxa mais elevada desde outubro do passado. A instituição começou a fazer o levantamento em janeiro de 2005.

O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses, mas sofreu revisão metodológica e, por isso, teve a divulgação suspensa no mês passado. A instituição passou a incorporar agora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (PNAD) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE. Além disso, também começou a levar em conta as alterações feitas pelo próprio BC na nota de crédito que, entre outras mudanças, agora registra informações relativas aos cartões de crédito.

Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento apresentou leve queda em janeiro, ficando em 28,04% da renda anual. Essa taxa de dois meses atrás - a mais recente disponibilizada pelo BC - é a mais baixa desde março de 2009, quando os reflexos da crise internacional de um ano antes estavam mais latentes. Na ocasião, estava em 28,01%.

Ainda segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 22,09% em janeiro - estava em 21,97% no mês anterior. O dado, apresentado com ajuste sazonal, voltou exatamente para o mesmo nível de abril do ano passado.