Seguindo os números dos carnavais mais recentes, a folia de 2020 na capital – que, conforme agenda da PBH, ocorrerá de 8 de fevereiro a 1º de março – deverá movimentar de R$ 900 milhões a R$ 1 bi em negócios. A cifra, se confirmada, reforçará ainda mais o nome da cidade no calendário das grandes festas nacionais. Além disso, a projeção, embora extra-oficial, anima empresários e também um exército de moradores que pretendem lucrar com o evento.

A expectativa é que 5 milhões de foliões, muitos vindos de outras cidades, participem dos festejos. De olho neles, o setor de hospedagem acredita em boa taxa de ocupação. “(O faturamento) deverá crescer 15%. No sábado e no domingo do Carnaval, a taxa de ocupação deve ser de 100%”, estima Paulo Pedrosa, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de BH e Região Metropolitana (Sindhorb).

Também ligada ao ramo, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), está igualmente confiante: a taxa de ocupação nos filiadas deverá ser de 80%, 13% a mais do que em 2019.

A gerente comercial do Savassi Hotel, Cristiane Duarte, conta que 70% dos quartos já foram reservados: “Temos uma demanda bem grande por causa da localização”.

As lojas de fantasias também esbanjam otimismo. Camila Burgarelli, dona da Trelelê, na região Noroeste de BH, espera elevar os ganhos em dois dígitos: “Devemos faturar pelo menos 20% a mais neste ano”.

Previsão

Apesar da expectativa pelo maior carnaval da história de BH, a Belotur ainda não fez previsão oficial do volume de negócios em 2020. Mas edições anteriores indicam uma possível quebra de recordes.

Em 2017 e em 2018, segundo a Belotur, o carnaval movimentou, respectivamente, R$ 531 milhões e R$ 641 milhões na cidade, com um aumento de 20,7%. Já o balanço de 2019 não foi fechado pela autarquia, mesmo quase 12 meses após o evento. Entretanto, aplicando-se para 2019 o mesmo percentual (20%) sobre o resultado de 2018, o valor no ano passado fica em torno de R$ 773,6 milhões.

Repetindo a dose de 20% sobre a possível cifra de 2019, a quantia saltaria para algo em torno de R$ 930 milhões, em 2020. A casa do R$ 1 bi, portanto, ficaria perto de ser alcançada.

Bares e Restaurantes

A geração de empregos e renda, sobretudo para quem passa a maior parte do ano enfrentando filas para disputar vagas, é uma característica que a cada ano ganha mais peso no carnaval de BH. Para 2020, estão registrados quase 15 mil ambulantes.

Esse universo corresponde a um aumento de 12% sobre a edição passada.

“Hoje, a gente tem total convicção que o Carnaval é um produto que, mesmo para quem não gosta, tem um papel importante na economia”, disse Gilberto Castro, diretor-presidente da Belotur.

Mesmo competindo com ambulantes, bares e restaurantes faturam muito nesta época do ano. De acordo com Adélcio de Castro Coelho, diretor da seção mineira da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a média de aumento no faturamento chega a 30% se comparada aos anos em que o carnaval era fraco em BH: "Essa é a média, que leva em consideração locais onde não há tanto movimento. Mas alguns bares na região Central chegam a apurar 200% de alta”.