Além da Fundação Dom Cabral, entidades como o Sebrae Minas e a CDL-BH têm se movimentado para oferecer ferramentas aos micro e pequenos empresários, para que possam melhorar a gestão dos negócios.

Criado em conjunto pelas duas entidades, o “Varejo Inteligente Conecta”, por exemplo, já atendeu quase 5 mil empresas da capital desde o início da pandemia. Os empreendedores receberam capacitação e consultoria em inovação, vendas, gestão de custos e marketing digital. 

“A crise econômica fez uma tendência tornar-se essencial para a sobrevivência de um negócio. Quem, hoje, não dominar ferramentas de gestão e de marketing digital, por exemplo, pode selar a morte precoce do empreendimento”, destaca o gerente institucional da CDL-BH, Joel de Souza. 

Comunidades

O Sebrae Minas também tem apostado em levar cursos a empreendedores que vivem e atuam nas comunidades de baixa renda de BH. As chamadas Jornadas Empreendedoras – que desde junho atenderam mais de 100 MEI em locais com Cabana do Pai Tomáz, Barragem Santa Lúcia e Morro do Papagaio –, tem ensinado atitudes simples, como separar contas pessoais a dos negócios. “Essas pessoas, muitas vezes, não têm mínima noção de gestão, de como formar estoque, de quais são os seus clientes em potencial. Ao aplicar esses conhecimentos, descobrem que podem viver muito bem daquele pequeno empreendimento”, explica Delaine Cordeiro, analista do Sebrae Minas. 

Leia também:

Cursos contra crise: apacitação de empreendedores formais e informais cresce com a pandemia