O mercado financeiro não mexeu em suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). Para de 2015, foi mantida a expectativa de retração de 1,50% no Relatório de Mercado Focus, após sete semanas consecutivas de mudanças para baixo. O documento é divulgado pelo Banco Central toda segunda-feira pela manhã. Há um mês, a mediana das previsões estava em -1,35%.

A perspectiva de recuperação da atividade no ano que vem também segue debilitada. Foi mantida em 0,50%, como nas duas últimas edições do boletim Focus. Um mês antes, estava em 0,90%.

O BC, apesar de também ter revisado para pior sua projeção, de queda de 0,6% para retração de 1,1%, segue mais otimista que o mercado. No Relatório Trimestral de Inflação de junho, a instituição informou que a mudança ocorreu em função de piora nas perspectivas para a indústria, cuja expectativa de PIB recuou de -2,3% para -3,0%.

Segundo o BC, essa piora foi influenciada por impactos das reduções projetadas para a indústria de transformação, de -3,4% para -6%, e para a produção e distribuição de eletricidade, água e gás, de -1,4% para -5,6%, refletindo cenário de aumento da participação de termelétricas na oferta de energia e de redução do consumo de água no primeiro trimestre do ano. Para o setor de serviços, a autoridade monetária, que até março via uma ligeira expansão de 0,1% em 2015, passou a projetar queda de 0,8%.

No boletim Focus desta segunda-feira, 13, a projeção para a produção industrial, no entanto, passou de queda de 4,72% em 2015 para baixa de 5,00%. Quatro edições da pesquisa atrás, a mediana das previsões para o setor fabril era de uma retração de 3,20%. Já para 2016, a mediana das estimativas passou de +1,35% para +1,40%. Um mês antes, a mediana das previsões do mercado para esse indicador era de uma alta de 1,60%.

Os analistas fizeram ajustes em suas estimativas para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB. Deve encerrar 2015 em 37,20%, e não mais em 37,30% como apontado na semana passada. Em 2016, a projeção foi alterada de 38,05% para 38,00%. Há quatro semanas, a mediana das previsões para esse indicador eram de, respectivamente, 37,95% e 38,50%.