O mercado financeiro manteve o consenso de que haverá uma elevação da Selic dos atuais 12,75% ao ano para 13,25% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para o fim de abril. Além disso, de acordo com o Relatório de Mercado Focus divulgado há pouco pelo Banco Central, para o fim deste ano, a mediana das previsões foi mantida em 13,25%. Há um mês, a estimativa era de que a Selic encerrasse 2015 em 13,00% ao ano. A taxa média do ano foi ampliada de 13,16% ao ano para 13,17%. Quatro semanas antes, essa taxa média estava em 12,88% ao ano.

Para o fim de 2016, a mediana das projeções foi mantida em 11,50% ao ano de uma semana para outra. Esta é a décima quinta semana consecutiva que a taxa está estacionada neste patamar. Apesar disso, a previsão mediana para a Selic média do ano que vem subiu de 11,95% ao ano para 12,00%. A taxa observada há um mês era de 11,74%. Isso embute a perspectiva de que a Selic subirá para além do que é esperado para o fechamento do ano e que depois, o Copom voltará a reduzir a taxa.

No caso dos economistas que mais acertam as projeções para o rumo da taxa básica de juros, o grupo Top 5 de médio prazo, a Selic encerrará este ano em 13,50% ao ano, previsão menor que a registrada na semana anterior, de 13,75%. Para 2016, a expectativa é de que a taxa fique em 12% ao ano, mesmo previsão há três semanas.

Câmbio

As previsões para o comportamento do câmbio neste e no próximo se estabilizaram na pesquisa do BC divulgada hoje. De acordo com o documento, a mediana das estimativas para o dólar no encerramento de 2015 segue em R$ 3,25, mesmo valor da semana passada. Quatro edições anteriores da Focus, a mediana estava em R$ 3,06. A taxa média prevista para este ano, no entanto, recuou de R$ 3,14 para R$ 3,13 - um mês antes estava em R$ 3,03.

Já para 2016, a cotação final segue em R$ 3,30 - estava em R$ 3,11 quatro levantamentos antes. A taxa média para o ano que vem, também estável, ficou em R$ 3,21. Um mês antes estava em R$ 3,06.

Administrados

Centro das discussões sobre o rumo da inflação deste ano, as projeções para a alta dos preços administrados se mantiveram em 13,00% para 2015, mesmo valor da semana passada. Um mês antes, a mediana estava em 12%. Para o BC, os preços administrados devem apresentar alta de 11% em 2015, número que leva em conta variações ocorridas, até fevereiro, nos preços da gasolina (8,4%) e do gás de bujão (1,2%), bem como as hipóteses, para o acumulado de 2015, de redução de 4,1% nas tarifas de telefonia fixa e de aumento de 38,3% nos preços da eletricidade.

Já para 2016, a expectativa no boletim Focus é a de que a pressão para a inflação desse conjunto de itens seja menor. A mediana das estimativas continuou em 5,50% pela nona vez consecutiva.