Com tantas indefinições e panorama bastante nebuloso, empresários do setor não acreditam em retomada rápida para o setor de eventos e entretenimento, em Minas. 

Sem concretizar um projeto sequer desde o carnaval de 2020, o empresário Cláudio Martins – um dos maiores do segmento no Estado – não acredita que grandes eventos, com mais de 10 mil pessoas, possam ser realizados antes do 2º semestre de 2022. 

Sem atividades, o empresário acredita que é necessário haver coerência por parte do poder público para determinar os limites para a retomada das atividades econômicas do setor, com segurança e sem oferecer riscos à população. 

"O que não dá para entender é porque não se pode fazer um evento – um congresso com 100 pessoas, por exemplo – por conta do risco de contaminação e permitir a reabertura da feirinha da Afonso Pena”, afirma Martins. “Não sou contra, mas tem que haver um bom senso em relação de como definir os parâmetros”, completa o empresário.

Para o presidente do BH Convention, Visitors e Bureau, Jair Aguiar, é necessário que as esferas governamentais se reúnam com o setor para planejar uma reativação gradual que vise a não somente garantir um calendário de eventos, mas a dar segurança a visitantes e participantes.

“Quem trabalha nessa área sabe que tudo é feito com antecipação. BH já tem eventos captados para 2025, mas só vamos conseguir realizá-los se iniciarmos o planejamento da retomada agora”, cobra o dirigente. 

Plano

O “Recomeça Minas”, em tramitação na ALMG, pode ser um passo importante no atendimento a pleitos do setor. Nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou parecer pela constitucionalidade do Projeto de Lei (PL) 2.442/21, que visa a incentivar a recuperação econômica do Estado por meio de renegociação de dívidas tributárias e fomento a atividades que foram as mais prejudicadas pela pandemia. 

Agora, a proposição segue para análise na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária e, em seguida, para Plenário, onde deverá ser apreciada e votada em dois turnos. 

Segundo o presidente da ALMG, Agostinho Patrus (PV), a expectativa é de que o plano seja aprovado e entregue para sanção ou veto do governador Zema até a próxima sexta-feira.

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