Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (30) pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) aponta queda em agosto - terceiro mês seguido de recuo, após elevações em abril (1,46%) e maio (0,64%) - do índice de inadimplência entre os consumidores da capital. Depois de atingir -1,1% em junho e -0,41% em julho, em relação aos mesmos períodos de 2019, o indicador ficou negativo em 1,2%, no mês passado.

“A reabertura dos setores de comércio e serviços permitiu uma alavancada da atividade econômica e, aliado a isto, a entrada de capital extra na economia local via auxílio emergencial. Esses fatores possibilitaram a desaceleração da inadimplência”, avalia o presidente em exercício da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), José Angelo de Melo.

Ainda de acordo com Melo, outro fator a ser considerado é a mudança de hábito da população, que em momentos de incerteza tende a alterar comportamentos de coonsumo, evitando as compras não planejadas e por impulso.

Mesmo que gradual e ainda com restrições, a retomada do comércio e serviços fez retornar o processo da dinâmica econômica e possibilitou uma freada nas demissões. Em julho de 2020, segundo o levantamento da CDL/BH, o saldo de contratações ficou positivo pelo primeiro mês, desde o início da pandemia. “A contratação de mão de obra, mesmo que de forma lenta , permite que a renda circule, possibilitando o pagamento das obrigações financeiras”, destaca Angelo de Melo.

Na avaliação mensal (Ago.20/Jul-20), a inadimplência entre os consumidores da capital caiu 1,03%. a CDL/BH.

Faixa etária e gênero

Ainda conforme a pesquisa, a maior concentração de dívidas está entre a população de 18 a 24 anos, que registrou crescimento de 73,81% na inadimplência. Uma das explicações é a de que essa faixa etária é a que mais sofre com o desemprego. 

Na análise por gênero, o indicador seguiu a mesma tendência de queda observada nos últimos meses. As mulheres apresentaram recuo mais intenso na inadimplência em relação aos homens, com -2,14%, ante -1,93% dos homens. 

Dívidas em atraso

O indicador de dívidas segue a tendência de queda observada nos últimos anos. Em agosto de 2020, comparado com o mesmo mês do ano passado, o índice apresentou queda de 5,69%. Na comparação mensal (Ago.20/Jul.20) a queda foi de 1,74%. O número médio de dívidas atingiu o menor patamar da série histórica em agosto: 1,871 dívidas por pessoa inadimplente. Em agosto de 2019, o número médio de dívidas era de 1,960. Em julho de 2020 o índice ficou em 1,885 dívidas.