Os belo-horizontinos encerraram o mês de março de 2019 com mais dificuldades de quitar as dívidas em relação ao mesmo período do ano passado, aponta levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). O Indicador de Inadimplência da entidade registrou aumento de 0,58% na variação anual. 

O crescimento das dívidas não pagas entre os consumidores da capital também foi registrado na base de comparação mensal. De fevereiro para março deste ano, o número de inadimplentes em Belo Horizonte aumentou 0,66%.

“A aceleração da inflação impacta diretamente no custo de vida das famílias, diminuindo assim a renda disponível para o pagamento das dívidas e favorecendo o crescimento da inadimplência”, detalhou Marcelo Souza e Silva, presidente da CDL-BH..

A pesquisa também divide os consumidores em faixas etárias e destacou o maior crescimento no montante de endividados entre os idosos, acima dos 65 anos. A inadimplência no grupo cresceu 19,45% em março e, segundo Souza e Silva, o aumento pode ser explicado pelo fato de a maioria dessas pessoas ser responsável financeira pelas famílias, muitos vivendo apenas com a renda da aposentadoria.

Outro dado é a redução de 13,88% na renda real média dos idosos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os gêneros, a inadimplência foi maior entre as mulheres, com crescimento de 0,21%. Já entre os homens, houve queda de 0,91%.

Dívidas na contramão da inadimplência

Embora o número de consumidores inadimplentes na capital tenha crescido, o número de dívidas diminuiu. Os débitos vencidos entre os belo-horizontino recuaram 3,03% em março em comparação ao mesmo mês no ano anterior. No entanto, na comparação entre fevereiro e março de 2019, o número sofreu aumento de 0,26%.

Assim como mostrado no Indicador de Inadimplência, a maioria das dívidas (14,93%) está entre as pessoas com mais de 65 anos.