A indústria continua batendo na mesma tecla há anos. Defende o equilíbrio fiscal como fundamental para uma política estruturada de crescimento, mas é contra as medidas recessivas, como o aumento dos impostos e das taxas de juros. Aplausos apenas para a nova política cambial, que aumenta a competitividade dos produtos nacionais, dentro e fora do país.

Na análise de especialistas da indústria, o equilíbrio fiscal e a retomada do crescimento só serão possíveis com a mudança da política de juros e um rigoroso corte de gastos do governo.

O Presidente do Conselho de Política Econômica Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Lincoln Gonçalves Fernandes, destaca que o país deveria começar pelo corte de ministérios e seguir exemplos das políticas de juros praticadas pela China e Europa.

“Isso diminui a pressão sobre a política monetária porque assim o Banco Central não precisa ficar subindo a taxa de juros indiscriminadamente. A conta de energia vai subir e pesar muito no custo industrial. A tributação sobre o faturamento vai aumentar. Os sinais estão claros de que os custos só tendem a aumentar e a indústria vai demitir com certeza”, conclui.