Uma pesquisa realizada pelo Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nos supermercados de Belo Horizonte constatou alta média de 3,5% no início de fevereiro, na comparação com o levantamento feito no mesmo período mês anterior.

Segundo o IBGE este índice é mais que o dobro da inflação oficial de janeiro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA), que foi de 1,27%. A pesquisa, realizada nos dias 1º e 2 de fevereiro, checou os preços de 159 itens em 16 estabelecimentos da capital.

Ranking

A análise por grupo mostra que os produtos de higiene (21 itens pesquisados) apresentaram a maior alta média, com 7,21%. Em seguida vêm os artigos de limpeza (33 itens), com 3,63%, e os de alimentação (105 produtos), com 2,66%.

Os maiores reajustes ocorreram em determinadas marcas de feijão carioquinha tipo 1, com 45,46%, de sabão de coco, que subiu 35,60%, de vinagre de maçã (alta de 31,70%), de água sanitária (24,55%) e de creme dental (23,45%).

A pesquisa constatou reduções de preços também, principalmente no caso do vinagre de vinho (-18,35%), biscoito wafer (-17,48%) e água sanitária (-6,87%).

Outro dado que se destaca na pesquisa é a variação no preço de um mesmo produto em supermercados diferentes. Dependendo do estabelecimento visitado, a diferença passa de 120%, como são os casos do sal refinado (123,26%) e do sabão em pó (120,37%).

Cimento

O Procon Assembleia também pesquisou os preços de seis marcas de cimento. A alta média do produto chegou a 2,92%. Os pesquisadores consultaram os preços praticados em 73 estabelecimentos nos dias 3 e 4 de fevereiro. Segundo levantamento, os produtos que mais encareceram foram os de secagem rápida das marcas CSN e Nacional.