O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,65% na primeira prévia de julho, ante avanço de 0,47% em igual período de junho, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou próximo ao teto do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam taxa de 0,49% a 0,67%, com mediana de 0,56%. Até a primeira prévia de julho, o índice acumula variação de 5,01% no ano e de 6,92% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de julho - indicador bastante usado para reajuste em contratos de aluguel. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 0,56%, em comparação com a alta de 0,35% na primeira prévia do mês passado. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,48% na leitura anunciada hoje, após subir 0,60% no mês passado. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve elevação de 1,52%, após registrar aumento de 0,90% na mesma base de comparação.

Os preços agropecuários aceleraram para 0,59% na primeira prévia do IGP-M de julho, após queda de 0,45% no primeiro decêndio de junho.

Já a inflação industrial atacadista perdeu força e registrou alta de 0,55% na leitura divulgada hoje (9), contra avanço de 0,65% na mesma base de comparação.

Matérias-primas

De acordo com a FGV, a inflação do atacado ganhou força na primeira prévia do IGP-M deste mês, comportamento determinando pelas matérias-primas brutas. Soja, aves e minério de ferro ficaram bem mais caros do que em igual índice de junho e puxaram o índice para cima, mesmo com a queda nos preços de alimentos in natura e de materiais e componentes para a construção.

O índice referente às matérias-primas brutas avançou 1,56% na leitura divulgada hoje, contra recuo de 0,19% em junho. Só a soja em grão, principal produto do atacado, acelerou de -1,07% para +2,48% na passagem do mês. Também ganharam força aves (-2,51% para 5,54%) e minério de ferro (4,88% para 7,40%). No sentido contrário, ficaram mais baratos algodão em caroço (4,70% para -1,43%), laranja (-0,92% para -5,31%) e bovinos (-0,36% para -0,86%).

Nos bens finais (0,69% para 0,11%), a desaceleração se deveu à queda de 0,26% nos preços de alimentos in natura. Na primeira prévia do IGP-M de junho, esse resultado havia sido de alta de 2,51%. Segundo a FGV, o tomate cedeu 29,61%, enquanto a batata-inglesa, embora ainda tenha aumentado de preço, subiu num ritmo menor (6,55%).

Já os bens intermediários (0,23% para 0,44%) perderam força diante do comportamento do subgrupo materiais e componentes para a construção, cuja taxa passou de 0,72% para -0,61%, apontou a instituição.

Com isso, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou 0,56% na primeira prévia do IGP-M de julho, contra aumento de 0,35% no mês passado. O resultado engloba preços captados entre os dias 21 e 30 de junho.

Bens finais

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,11% na primeira prévia de julho, em comparação com a alta de 0,69% em igual prévia de junho.

Os preços dos bens intermediários, por sua vez, tiveram alta de 0,23% na leitura anunciada hoje, após avançarem 0,44% no mês passado. Já os preços das matérias-primas brutas tiveram aumento de 1,56%, ante redução de 0,19% na mesma base de comparação.