A busca pela inovação como garantia de mais competitividade, produtividade e qualidade tem sido marca cada vez mais forte da indústria mineira, que comemora nesta terça feira (25) o seu dia. Prova disso são os investimentos que a Fiemg, entidade que congrega empresas de diversos segmentos industriais no Estado, faz no desenvolvimento de novas tecnologias e na aplicação e difusão da chamada “Indústria 4.0” – conceito que agrega aspectos como automação, computação na nuvem e uso de sistemas ciber-físicos aos processos produtivos.

Segundo o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, só no recém-inaugurado Centro de Desenvolvimento4.0, em Contagem, unidade que pretende ser vitrine e escola de preparação para mão de obra nesse tipo de arranjo fabril, a Federação investiu R$ 14 milhões. Também aplicou R$ 6 milhões na compra de equipamentos para o ensino do 4.0 em 12 outras unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no interior, com o intuito de multiplicar tais ideais e ensinamentos pelo Estado.

Fora mais de R$ 200 milhões já destinados ao Centro de Inovação e Tecnologia (CIT), mantido pelo Senai e a Fiemg no Horto, na capital – e que este ano recebe mais de R$ 10 mi. Lá, aliás, são desenvolvidos, atualmente, 72 projetos, em parceria com diversas empresas e instituições (caso da UFMG). Mesmo sem ser ligados ao conceito dos processos 4.0, todos são voltados a pesquisas de ponta para aprimoramento da indústria – o que ocorre também em mais 40 laboratórios do Senai, espalhados pelo Estado.

Somando tudo, portanto, os investimentos realizados já atingem mais de R$ 220 milhões. “Inovação e indústria andam juntas. A primeira é a invenção aplicada à segunda. Ou seja, parte do core business industrial é a inovação, senão estaríamos andando de Ford Bigode até hoje”, afirma Roscoe.

Só em iniciativas de difusão e qualificação de mão de obra específica para a indústria 4.0 a Fiemg investiu cerca de R$ 20 milhões; já no Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) , em BH, foram empregados até agora mais de R$ 200 milhões

“E toda essa evolução da indústria é contínua, permanente, o que faz com que uma entidade como a Fiemg, que presta assessoria e consultoria para o setor em diferentes áreas, não poderia relegar a segundo plano esse tema tão relevante”, completa.

DNA

Para o vice-presidente da Fiemg e entusiasta do assunto, Teodomiro Diniz Camargos, a inovação está, de fato, no DNA da indústria mineira. E, especialmente, no do Senai. Fica até difícil, diz o dirigente, listar as dezenas de projetos em execução ou que acabaram de ser fechados entre a entidade e grandes empresas mineiras, com o objetivo de gerar novas tecnologias de produção e mesmo de comercialização, formar profissionais especializados e fortalecer as diretrizes da Indústria 4.0.

"Temos investido em várias áreas, não apenas na qualificação de trabalhadores, mas também em cursos de pós-graduação em manufatura 4.0, gerando mão de obra de alto conhecimento”, diz. Além disso, Camargos destaca iniciativas que partem da análise de tecnologias empregadas em algumas cadeias produtivas, como a do leite e da construção civil, para que se crie e se supra demandas por inovação.

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