Para driblar o enfraquecimento do movimento e afastar o prejuízo, proprietários de bares e restaurantes de Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH) estão usando a criatividade como arma contra o impacto da Lei Seca, que vem afastando a clientela dos estabelecimentos. Em alguns lugares, além de contar com serviço de táxi na porta, os frequentadores têm direito a diária reduzida em hotéis próximos.

É o caso do Café de La Musique, no bairro Lourdes, Região Centro-Sul da cidade. De acordo com o diretor da casa, Cassiano Pereira, embora não tenha havido redução no número de frequentadores, o movimento de veículos caiu, aproximadamente, 40% entre janeiro e março deste ano. Em contrapartida, a quantidade de táxis em frente ao café só aumenta.

“Nosso público é de classe A, ou seja, pessoas com poder aquisitivo para gastar mais com condução sem abrir mão da vida noturna. Para aqueles que moram mais longe, desde o início do ano oferecemos voucher de desconto para estada com direito a café da manhã em um hotel próximo, parceiro nosso”, afirma Pereira.

Agravante

Quem está localizado mais distante, situação do Restaurante Villa Real, às margens da Linha Verde, em Vespasiano, tem mais dificuldades para “equacionar” alternativas.

“Ainda não temos nada concretizado, mas estamos em busca de uma solução para reconquistar o público. Estamos pensando em contratar vans para levar a clientela de volta para casa. O problema é que a maioria vem de carro e não dá para deixá-lo aqui”, relata o proprietário Aluísio Escobar.

Segundo ele, o restaurante costumava atrair muitas famílias nos fins de semana, mas, nos últimos meses, houve redução de 30% a 40% no número de frequentadores. “O pessoal está receoso de beber e pegar estrada”, afirma o proprietário.