Sete a cada dez consumidores da capital (72,97%) pretendem comprar presentes para companheiros e companheiras no Dia dos Namorados, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (8) pela Câmara de Dirigentes Lojistas da cidade (CDL-BH). O número é mais que duas vezes os referentes a tal inteção registrados por diferentes estudos, no ano passado - em torno de 30%, num momento em que a crise relacionada à Covid-19 impactou com maior força o comportamento dos casais.

Além disso, a data, a ser comemorada no próximo sábado (12) - e tida como chance de redenção para o comércio de BH, após um frustrante Dia das Mães -, deve ser marcada por tíquete médio por presente de R$ 140,87, conforme os mais de 300 entrevistados pela entidade, entre 13 e 31 de maio. O valor, é bom frisar, é 27% maior que o apontado na capital em 2019 (R$ 110,55), antes da chegada da pandemia.

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados (87,16%) pretende pagar os mimos à vista. Nessa opção, o destaque sem parcelamentos é o cartão de crédito (35,81%), seguido pelo cartão de débito (23,65%), transferência – PIX, TED, DOC - (15,54%) e dinheiro (12,16%). Dentre os que optarão pelo pagamento parcelado (12,16%), a maioria (55,56%) o fará em até duas vezes pelo cartão de crédito.
 
Roupas
 
Assim como no Dia das Mães, as roupas são o principal presente no Dia dos Namorados (38,3%). Bombons aparecem como a segunda opção (27,1%). Em terceiro lugar, na categoria outros (18,7%) aparecem eletrônicos, material esportivo, relógios, bolsas, malas, mochilas e óculos de sol. Cosméticos como hidratantes e perfumes e flores dividem a quarta posição na preferência (16,8%). Em seguida aparecem: joias/bijuterias (14%); itens de decoração (7,5%); livros (6,5%) e calçados (6,5%). 

“Os consumidores estão optando por presentes úteis e de fácil escolha”, explica o presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva.
 
Ao estratificar os tíquetes médios pelos itens que terão maior saída para a data, observa-se que vestuário é o que apresenta maior tíquete, R$ 145,63. Em seguida, aparecem joias e bijuterias, com R$ 142,86; flores com R$ 134,72; perfumes e hidratantes com R$ 123,61. Já os bombons, têm valor médio de R$ 117,24.
 
Lojas físicas
 
Grande parte dos consumidores (50,68%) irá fazer as compras em lojas físicas assim divididas: pequenos comerciantes (23,65%); shopping center (17,57%); lojas de rua em centro comercial (8,78%) e lojistas que oferecem serviço de entrega (0,68%). Os consumidores que farão a compra pela internet totalizam 45,95% dos entrevistados.

Comemoração por R$ 179,78
 
Para celebrar a data, os casais pretendem gastar em torno de R$ 179,78. Jantar em casa será a principal escolha dos entrevistados (17,57%). Em seguida, aparecem opções como almoço em casa (8,78%) e jantar em restaurante (6,76%). Uma grande parcela (33,78%) afirmou que em função do isolamento social, não pretende comemorar e outros 20,27% não têm o costume de realizar algum tipo de comemoração.
 
Bom atendimento
 
Também conforme o levantamento, 66,21% dos entrevistados afirmam que sempre e/ou quase sempre pesquisam o valor do presente em lojas diversas antes de finalizar a compra. Dentre os fatores determinantes para a escolha dos produtos está o desejo da pessoa a ser presentada (43,24%); qualidade do produto (34,46%); desconto ou promoção (10,14%); necessidade do presenteado (8,11%) e bom atendimento (2,03%).
 
Quando questionados sobre os principais atrativos de uma loja física, destacam-se o bom atendimento (51,4%); educação e cortesia dos funcionários (28,4%); preço, promoções e descontos (26,4%); qualidade do produto (22,3%); ambiente agradável (15,5%); agilidade no atendimento (14,9%); localização (10,8%); credibilidade da loja (6,8%); condições da entrega (1,4%) e variedade de produtos (0,7%).
 
Em contrapartida, o que afasta os consumidores são lojas cheias (46,6%); atendimento ruim (37,8%); pouca variedade de produtos (12,2%); preço alto (12,2%); pouca vaga de estacionamento (4,7%); outros (2,7%) que incluem localização, dificuldade para troca do produto e valor do frete; qualidade dos produtos (2%); pouca flexibilidade na negociação (2%) e poucas formas de pagamento (1,4%).
 
“O Dia dos Namorados, a cada ano, ganha mais força no comércio varejista. Por isso, é de extrema importância que os lojistas se preparem com bons produtos, treinem os funcionários e criem campanhas e promoções atrativas. Em momentos como o que estamos vivendo, de recessão e uma lenta retomada da economia, é imprescindível aproveitar essas datas para tentar amenizar os prejuízos”, finaliza o presidente da CDL-BH.