No quarto dia de greve, os bancários fecharam 41,87% das agências do país - 9.092 unidades de um total de 21.714. Na quinta-feira (20), no terceiro dia do movimento, já eram 8.527 agências fechadas (39,27%). O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) com dados enviados até as 18 horas desta sexta-feira (21) pelos sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários. Na comparação do primeiro dia de greve, terça-feira (28), com o encerramento da semana, o número de agências fechadas avançou 77%.

Na segunda-feira (24), os bancários realizam assembleias em todo o país, no período da tarde, para intensificar o movimento grevista. Nesta sexta-feira, o comando da greve se reuniu em São Paulo e decidiu intensificar o movimento grevista a partir da semana que vem. Os sindicalistas esperavam que a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) aproveitasse o encontro, na capital paulista, para apresentar nova proposta de negociação. "Os bancos perderam mais uma grande oportunidade para retomar negociações e apresentar nova proposta aos bancários, ignorando a presença do Comando Nacional em São Paulo", disse o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

Em São Paulo, Osasco e Região, 35.770 bancários já tinham aderido à greve no final desta sexta-feira, aproximadamente 25% do total. A categoria tem cerca de 500 mil funcionários no país e 138 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Por meio de nota distribuída à imprensa, a Fenaban afirma que, no dia 28 de agosto, apresentou proposta de aumento e solicitou ao movimento sindical que "apontasse eventual necessidade de ajuste". De acordo com a Fenaban, "até agora nada foi apresentado". Os bancários argumentam que já tiveram nove rodadas de negociação com a Fenaban para discussão de todos os pontos da pauta de reivindicações, entregue aos banqueiros em 1º de agosto.

A Fenaban apresentou proposta de reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. A proposta passa longe da reivindicação dos trabalhadores que pedem 10,25%, sendo 5 pontos percentuais de aumento real. Antes de iniciar a greve, os bancários realizaram duas assembleias gerais, no dia 12 e no dia 17.