Um grupo de aproximadamente 250 pessoas está concentrado na Candelária para um protesto em defesa da educação, dos professores e petroleiros em greve e contra o leilão do Campo de Libra, que ocorreu nesta segunda-feira (21).

O diretor do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Marcelo Schmitd, diz que o protesto é contra o leilão. "Isso é um jogo de cartas marcadas, já existia um consórcio chinês, em parceria com a Petrobras, que ia ganhar o leilão. Na realidade, o governo está querendo terceirizar tanto a experiência, a capacidade de explorar em águas profundas, como fornecer petróleo barato para a China", disse.

O consórcio formado por cinco empresas – a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, as chinesas CNPC e Cnooc e a Petrobras – foi o vencedor da 1ª Rodada de Licitação do Pré-Sal e terá o direito de explorar e produzir o petróleo da área de Libra, na Bacia de Santos. Dos 70% arrematados pelo consórcio, 20% são da Shell e 20% da Total. A CNPC e a Cnooc têm, cada uma, 10%, assim como a Petrobras, que já tinha garantidos 30%.

Integrante da Aldeia Maracanã, que fica no prédio do antigo Museu do Índio e perto do Estádio do Maracanã, a indígena Assurini contou que apoia os petroleiros e professores. "O brasileiro está sendo sufocado de todas as maneiras. Vandalismo é quando você vai no hospital e não tem médico, não tem remédio. Vandalismo é o que o Estado comete contra o cidadão".

Com um cartaz em que agradece ao "movimento" pela oportunidade de se manifestar, a aposentada Belinha Santos contou que está no protesto em defesa dos aposentados. "Eu me aposentei com direitos adquiridos, com as contribuições, e eles vão diminuindo o nosso benefício e não pagam o que nos devem, nos roubando mensalmente".

O prédio da Petrobras, por sua vez, está cercado por policiais militares. À frente dos manifestantes, ativistas levam faixas defendendo a desmilitarização da polícia e classificando como "privatização" o leilão do pré-sal, realizado pelo governo federal na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio).