As mudanças nas regras de de cobrança nas tarifas de água e esgoto para os consumidores de Minas atendidos pela Copasa serão contestadas na Justiça. Na próxima semana, o deputado estadual Marquinho Lemos (PT), presidente da Comissão de Participação Popular da ALMG, confirmou que enviará pedido ao Judiciário para que as novas regras sejam anuladas.

"As novas medidas são injustas porque vão fazer com que os consumidores que não recebem o serviço , no caso, de tratamento do esgoto, paguem mais por algo que não têm”, destaca.

Para o parlamentar, as alterações determinadas pela Arsae-MG teriam sido implementadas com o objetivo de “preparar terreno” para uma possível privatização da companhia. “Essa medida vai atingir em cheio a imagem da Copasa junto à população e garantir mais atrativos para possíveis compradores da companhia”, disse o deputado.

Procurado pela reportagem do HD, o governo do Estado confirmou, por meio da assessoria de comunicação, que não iria comentar as declarações do parlamentar. 
Já a Copasa informou, por nota, que é obrigada a seguir determinações da agência reguladora e que as novas regras foram definidas pela Arsae-MG.

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